À conversa com... Jeffrey Archer

Um 'contador de histórias' por e de excelência.
Jeffrey Archer, 79 anos, tem uma obra que circula por 97 países e está traduzida em 37 idiomas. Marcou presença na 89ª edição da Feira do Livro de Lisboa, no espaço Autores que nos Unem, e aceitou conversar connosco num registo particularmente bem humorado.
Writing is just as tough if you want to be the prima ballerina.
Isto foi dito por si, que tem uma carreira de mais de 35 anos e 250 milhões de livros vendidos em todo o mundo. Ainda sente pressão, ansiedade ou mesmo medo?

Não! [gargalhada] Eu não sinto medo, ansiedade ou pressão! Eu trabalho muito! Levanto-me de manhã cedo e trabalho que me farto… não! Eu não sinto…
Ahhh… na verdade… tenho medo de que ninguém compre o meu próximo livro. É o maior medo de todo e qualquer autor. Acordar de manhã e pensar: será alguém vai querer saber?
Creio que isso é humano…
Jeffrey Archer
Jeffrey Archer é um político inglês e escritor de grande sucesso
Quando é que percebeu que se podia tornar escritor – e viver disso?
Eu não sou um escritor. Eu sou um contador de histórias [story teller].
Percebi isso quando escrevi Not a Penny More, Not a Penny Less. Essa descoberta surgiu quando as pessoas vieram, compraram e leram o livro. São as pessoas que verdadeiramente importam.
         

«Eu sou um contador de histórias»


Qual é a parte mais prazerosa no processo de escrita?
Escrever assemelha-se a bater em nós próprios, com um martelo, na cabeça. A melhor parte é quando paras de o fazer.

Tem algum conselho para os aspirantes a escritores?
Leiam muito. Leiam grandes autores. Estudem. Comecem com contos [short stories].
Não tentem escrever logo um grande romance e aceitem que vocês podem, simplesmente, não ser contadores de histórias. Mas se o forem, boa sorte!

Que papel assumem os contos [short stories] na sua ficção?
A questão é que quando se pegam em várias short stories pelo mundo fora, apercebemo-nos de que elas, todas juntas, não têm o tamanho de um romance. Então, têm de ter 10 ou 20 páginas.
A cada 10 anos escrevo uma série delas.

Wook está na sua mesinha de cabeceira?
De momento, estou a ler Um Gentleman em Moscovo, que estou a achar incrível, e O Tatuador de Auschwitz.

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