7 motivos para ler... Clarice Lispector
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Em 1943, aos 23 anos, publica o (surpreendente) primeiro romance - Perto do Coração Selvagem -, uma leitura «inesperada» e «sísmica», segundo Eduardo Prado Coelho, que só poderá acontecer «a partir de Bach, de Deus, ou da natureza abstrata das palavras».
No ano do seu centenário, Clarice continua a ser a escritora brasileira mais traduzida do mundo.
8 de fevereiro de 2018
7 motivos para ler… Clarice Lispector
Faria hoje 100 anos.
Chaya Pinkhasovna Lispector nasceu numa remota cidade da Ucrânia a 10 de dezembro de 1920 e fez do Brasil o seu país. Nome maior da literatura brasileira do século XX, é a prova de que por detrás de uma grande mulher, há sempre uma grande história.
Chaya Pinkhasovna Lispector nasceu numa remota cidade da Ucrânia a 10 de dezembro de 1920 e fez do Brasil o seu país. Nome maior da literatura brasileira do século XX, é a prova de que por detrás de uma grande mulher, há sempre uma grande história.
«EU ESCREVO COMO SE FOSSE PARA SALVAR A VIDA DE ALGUÉM. PROVAVELMENTE A MINHA PRÓPRIA VIDA.»
#1
Nascida na Ucrânia em 1920, com o nome de Chaya Lispector, viria a adotar o nome de Clarice aquando da chegada ao Brasil. A família, de origem judia, emigrou em direção à América em busca de melhores condições de vida.
#2
As origens de Clarice, assim como os muitos anos que passou fora do Brasil acompanhando o marido diplomata, contribuíram para a autora ser vista como uma eterna estrangeira, uma figura misteriosa como a sua própria escrita.
#3
A sua obra viria a afirmar-se, com os anos, como uma das mais importantes em toda a literatura brasileira do século XX, uma reflexão sobre os mistérios da existência e do mundo que continua a fascinar leitores.
#4
Trabalhou durante vários anos como jornalista publicando diversas crónicas, reunidas no volume intitulado A Descoberta do Mundo e chegou mesmo a assinar, com pseudónimos, rubricas de conselhos femininos.
#5
Para além dos romances, Clarice também escreveu para crianças. Estes livros, geralmente protagonizados por animais, distinguem-se pelo diálogo entre a autora e os pequenos leitores que nunca subestima. Leia-se A Vida Íntima de Laura, a história de uma galinha.
#6
Benjamin Moser, autor de uma biografia da autora, destaca o seu papel especial sublinhando que «antes de Clarice Lispector, uma mulher que tivesse escrito durante toda a sua vida – e sobre essa vida – era algo de tão raro ao ponto de ser inaudito.»
#7
Desde 2011, para celebrar a obra da autora, a cada dia 10 de dezembro, comemora-se «A Hora de Clarice», uma iniciativa que teve início no Brasil e se alargou, entretanto, a vários países.
Wook dizem os nossos leitores?
- «A escrita de Clarice Lispector apresenta um profundo entendimento do humano e do mundo submerso que o estrutura revelando-se numa narrativa que se apropria do leitor numa dimensão quase catártica, como é o caso d' A Hora da Estrela.» Maria Simão [A propósito de A Hora da Estrela]
- «Clarice Lispector disse um dia que escrevia para salvar vidas...ou a sua própria vida. A leitura deste livro permitirá a muitas mulheres e homens salvarem-se de si próprios, assim o queiram e estejam conscientes dessa necessidade de mudança. Não é um livro fácil de entender, mas recomendo vivamente.» MHelena Horta [A propósito de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres]
- «Uma prosa requintada que faz com que o leitor flutue na leitura, e seja muitas vezes surpreendido. Assim, a escrita de Clarice atrai e afasta, seduz e repele, num jogo intrigante, que desafia o tempo todo o leitor atento.» Mari
- «É uma voz, às vezes sussurro, outras melodia e, ainda, um grito. Uma forma de contar ímpar. A minha descoberta de Clarice Lispector começa por aqui.» Fernando Rebelo [A propósito de Todos os Contos]
- «A escrita de Clarice Lispector apresenta um profundo entendimento do humano e do mundo submerso que o estrutura revelando-se numa narrativa que se apropria do leitor numa dimensão quase catártica, como é o caso d' A Hora da Estrela.» Maria Simão [A propósito de A Hora da Estrela]
- «Clarice Lispector disse um dia que escrevia para salvar vidas...ou a sua própria vida. A leitura deste livro permitirá a muitas mulheres e homens salvarem-se de si próprios, assim o queiram e estejam conscientes dessa necessidade de mudança. Não é um livro fácil de entender, mas recomendo vivamente.» MHelena Horta [A propósito de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres]
- «Uma prosa requintada que faz com que o leitor flutue na leitura, e seja muitas vezes surpreendido. Assim, a escrita de Clarice atrai e afasta, seduz e repele, num jogo intrigante, que desafia o tempo todo o leitor atento.» Mari
- «É uma voz, às vezes sussurro, outras melodia e, ainda, um grito. Uma forma de contar ímpar. A minha descoberta de Clarice Lispector começa por aqui.» Fernando Rebelo [A propósito de Todos os Contos]