3 autores canadianos para celebrar o Dia do Canadá
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1 de julho de 2022
Todos os que celebram o Canadá como o seu país e terra natal festejam o Dia Nacional do Canadá a 1 de Julho. A data assinala o aniversário do Ato Constitucional, que consolidou três territórios na nação única do Canadá, já em 1867. É só fazer as contas: o Canadá celebra em 2022 o seu 155º aniversário!
Esta grande nação, que ostenta na bandeira uma folha de ácer, é feita de majestosas montanhas, florestas intocadas e esplêndidos lagos turquesa. É o segundo maior país do mundo em área e o seu vasto território abarca, no extremo norte, parte do Ártico. Multicultural e rico em história, no Canadá há também grandes escritores.
Esta grande nação, que ostenta na bandeira uma folha de ácer, é feita de majestosas montanhas, florestas intocadas e esplêndidos lagos turquesa. É o segundo maior país do mundo em área e o seu vasto território abarca, no extremo norte, parte do Ártico. Multicultural e rico em história, no Canadá há também grandes escritores.
As Altas Montanhas de Portugal
Talvez tenha visto o fantástico filme A Vida de Pi, inspirado no livro de Yann Martel e que foi um êxito mundial. O romance, vencedor do Prémio Man Booker, é uma história de fantasia e aventura sobre um rapaz indiano, à deriva no mar, com um tigre selvagem num pequeno barco salva-vidas, que nos desafia a optar por questionar a fantasia ou entrar no mundo de Pi.
O que poderá surpreendê-lo é que este autor nascido em Espanha e naturalizado canadiano tenha escrito um romance passado em Trás-os-Montes: As Altas Montanhas de Portugal. Tudo começa quando, em 1904, um jovem descobre um diário antigo que menciona um extraordinário artefacto com o potencial de redefinir a história. Tomás decide partir em busca desse objeto, numa aventura pelas estradas do Portugal do século passado, que é também uma viagem interior. Martel explora habilmente as questões da condição humana, fazendo-nos refletir, sem deixar de nos brindar com bom humor e um enredo rico em surpresas.
Yann Martel escreveu também Beatriz e Virgílio, uma tocante efabulação do holocausto. Estes três romances, que foram idealizados pelo autor aos 20 anos, estão interligados pelo tema comum da perda.
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O que poderá surpreendê-lo é que este autor nascido em Espanha e naturalizado canadiano tenha escrito um romance passado em Trás-os-Montes: As Altas Montanhas de Portugal. Tudo começa quando, em 1904, um jovem descobre um diário antigo que menciona um extraordinário artefacto com o potencial de redefinir a história. Tomás decide partir em busca desse objeto, numa aventura pelas estradas do Portugal do século passado, que é também uma viagem interior. Martel explora habilmente as questões da condição humana, fazendo-nos refletir, sem deixar de nos brindar com bom humor e um enredo rico em surpresas.
Yann Martel escreveu também Beatriz e Virgílio, uma tocante efabulação do holocausto. Estes três romances, que foram idealizados pelo autor aos 20 anos, estão interligados pelo tema comum da perda.
Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento
A escritora canadiana Alice Munro foi considerada pela Academia Sueca como mestre do conto contemporâneo, o que lhe valeu o Prémio Nobel da Literatura em 2013, entre muitas outras distinções. As suas narrativas são íntimas e as suas personagens tendem a estar em busca de uma revelação. As suas histórias, passadas à volta do condado de Huron, Ontário, onde vive, têm um cariz de crítica social, em torno dos temas do amor e do trabalho e de como se equilibram entre si. O seu estilo é lírico e, ainda assim, conciso, capaz de revelar a complexidade da vida emocional de pessoas comuns. Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento é uma coletânea de contos, tendo um deles dado origem ao filme Ódio Amor. Neste livro, a autora cria narrativas entrelaçadas que se ramificam como memórias, vividas por personagens complexas num quotidiano tão estranho quanto belo. É uma das melhores obras de Munro, cuja escrita deixa transparecer o seu olhar meticuloso e serenamente lúcido.
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Three Day Road
O primeiro romance de Joseph Boyden, Three Day Road, publicado em 2005, fez dele um dos escritores de ficção mais proeminentes do Canadá. Boyden ganhou vários prémios e chamou a atenção para um aspeto negligenciado da história canadiana: o papel desempenhado pelos povos indígenas na História militar do país. Inspirado pela história do atirador da Primeira Guerra Mundial Francis Pegahmagabow, um indígena Anishnaabe, Three Day Road segue a viagem de regresso a casa de um soldado ferido. O romance faz um paralelo entre a morte que paira sobre os campos de batalha da Grande Guerra e a destruição das culturas indígenas tradicionais. Através do seu trabalho e das suas viagens na área da enorme James Bay, ficou a conhecer o Território de Mushkegowuk, uma área que compõe grande parte do Norte do Ontário. Mais tarde, comparou a experiência à descoberta de uma «mina de ouro» de histórias. Utilizou o povo e o cenário como inspiração para Three Day Road e para o seu romance seguinte, Through Black Spruce. As suas histórias são uma janela para a identidade do Canadá.
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