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Uma Guitarra Com Gente Dentro - CD Música

de Carlos Paredes
editora: Universal Music Portugal, Janeiro de 2002 ‧
8,07€
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ALINHAMENTO

Disco 1
01 - Verdes Anos
02 - Melodia Para Um Poeta
03 - Asas Sobre O Mundo
04 - Nas Asas Da Saudade
05 - Divertimento
06 - Canto Do Amanhecer
07 - Canto De Trabalho
08 - Canto De Embalar
09 - Canto De Amor
10 - Canto De Rua
11 - Canto De Rio
12 - Serenata No Tejo
13 - Dança Dos Camponeses
14 - Amargura
15 - Desenho Duma Melodia
16 - Raiz (Dança Melancólica)
17 - Fado Moliceiro
18 - A Noite
19 - O Fantoche
20 - Marionetas
21 - Improviso 2 - 3º Andamento
22 - O Discurso

Uma Guitarra Com Gente Dentro - CD

de Carlos Paredes

Propriedade Descrição
editora: Universal Music Portugal
Data de Lançamento: Janeiro de 2002
Dimensões: 142 x 123 x 8 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: Portuguesa > Fado
EAN: 0731455661521
Número de discos: 1
Formato: CD / Compilation

SOBRE O ARTISTA

Carlos Paredes

Carlos Paredes foi um virtuoso guitarrista e compositor português, amplamente considerado um dos maiores mestres da guitarra portuguesa. Nascido a 16 de fevereiro de 1925, em Coimbra, Portugal, e falecido a 23 de julho de 2004, em Lisboa, Paredes deixou um legado indelével na música portuguesa, elevando a guitarra portuguesa a novos patamares e introduzindo-a a audiências internacionais.

Carlos Paredes nasceu numa família com uma forte tradição musical. O seu pai, Artur Paredes, também foi um notável guitarrista e compositor, conhecido por modernizar a guitarra portuguesa e por ser uma figura central na música de Coimbra. Desde cedo, Carlos foi exposto ao ambiente musical, e rapidamente demonstrou um talento extraordinário para a guitarra portuguesa, que começou a tocar ainda na infância.

Apesar do seu talento precoce, Carlos Paredes enfrentou desafios significativos ao longo da sua vida. Trabalhou como arquivista no Hospital de São José em Lisboa para sustentar a sua carreira musical, o que limitou o tempo que podia dedicar à música. No entanto, isso não impediu que ele se tornasse uma figura central na música portuguesa.

Nos anos 50 e 60, Carlos Paredes começou a ganhar notoriedade pelo seu estilo único e pela forma como abordava a guitarra portuguesa. Ao contrário dos estilos tradicionais, Paredes desenvolveu uma abordagem altamente expressiva e técnica, capaz de transmitir uma vasta gama de emoções. A sua música era profundamente evocativa, combinando a melancolia típica do fado com uma expressividade pessoal que transcendia géneros.

O álbum de estreia de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, lançado em 1967, é considerado uma obra-prima e é um dos álbuns mais importantes na história da música portuguesa. O álbum inclui composições como "Verdes Anos" e "Canção Verdes Anos", que se tornaram algumas das suas peças mais conhecidas e emblemáticas. Estas composições, com as suas melodias hipnotizantes e complexidade técnica, exemplificam a habilidade de Paredes em capturar a alma portuguesa através da música.

Em 1970, Carlos Paredes lançou o álbum Movimento Perpétuo, que solidificou ainda mais a sua reputação como um dos maiores guitarristas de todos os tempos. A sua música ganhou não só o respeito do público português, mas também a admiração internacional, levando-o a ser convidado a tocar em diversos países e a colaborar com músicos de diferentes origens.

Além da sua carreira como solista, Carlos Paredes também compôs música para filmes e teatro, trazendo a guitarra portuguesa para um novo contexto e ampliando o seu alcance. A sua colaboração com o cineasta Paulo Rocha na banda sonora do filme Os Verdes Anos (1963) é particularmente memorável, com a música a desempenhar um papel crucial na atmosfera e na narrativa do filme.

Ao longo da sua carreira, Carlos Paredes manteve-se fiel às suas raízes, mas sempre com um espírito de inovação. Ele conseguiu reinventar a tradição da guitarra portuguesa, dando-lhe uma nova vida e relevância na música contemporânea. A sua técnica e a sua capacidade de expressão na guitarra tornaram-no uma figura admirada e respeitada por músicos e críticos em todo o mundo.

Infelizmente, nos anos 90, Carlos Paredes foi diagnosticado com uma doença que o impediu de continuar a tocar. Mesmo assim, o seu legado permaneceu vivo através das suas gravações e da influência que teve sobre gerações de músicos que seguiram os seus passos.

Carlos Paredes é lembrado como um dos grandes génios da música portuguesa, alguém que transformou a guitarra portuguesa numa ferramenta de profunda expressão artística. A sua música continua a ressoar, não só em Portugal, mas em todo o mundo, como um testemunho do poder da música para tocar as emoções humanas e transcender fronteiras culturais. O seu trabalho permanece uma fonte de inspiração e é celebrado como um dos pilares da cultura musical portuguesa.

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