Na Casa Fernando Pessoa - CD Música

de Al Berto
editora: Movieplay, Janeiro de 1997 ‧
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ALINHAMENTO


Disco 1
01 - No Centro Da Cidade Um Grito
02 - Dia Da Criação Da Noite Por Carlos Nogueira
03 - Eras Novo Ainda
04 - Escrevo-te A Sentir Tudo Isto...
05 - Ofício de Amar
06 - Queria Ser Marinheiro Correr Mundo
07 - às Vezes... Quando Acordava
08 - Há-de Flutuar Uma Cidade No Crepúsculo Da Vida
09 - Se Um Dia A Juventude Voltasse
10 - Jaula de Néon
11 - Noite de Lisboa Com Auto-retrato E Sombra de Ian Curtis
12 - Cesariny E O Retrato Rotativo de Genet Em Lisboa
13 - Estilhaços / Pedro Casqueiro
14 - Mais Nada Se Move Em Cima Do Papel
15 - Dizem Que A Paixão O Conheceu
16 - O Sono Retirou-se Dele Com O Avançar Da Idade
17 - Os Dias Sem Ninguém
18 - A Certa Há-de Chegar Com A Loucura Dos Sentidos
19 - Os Amigos
20 - De Repente, O Caixão Estremece. Uma Sombra...
21 - Prefácio Para Um Livro de Poemas

Na Casa Fernando Pessoa - CD

de Al Berto

Propriedade Descrição
editora: Movieplay
Data de Lançamento: Janeiro de 1997
Dimensões: 142 x 127 x 9 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: Outros Géneros > Infantil (em Inglês)
EAN: 5602896073127
Número de discos: 1
Formato: CD

SOBRE O ARTISTA

Al Berto

Poeta e editor português, de nome completo Alberto Raposo Pidwell Tavares, nasceu a 11 de janeiro de 1948, em Coimbra, e faleceu a 13 de junho de 1997, em Lisboa. Tendo vivido até à adolescência em Sines, exilou-se, entre 1967 e 1975, em Bruxelas, dedicando-se, entre outras actividades, ao estudo de Belas-Artes. Publicou o primeiro livro dois anos depois de regressar a Portugal.
Em mais de vinte anos de atividade literária, a expressão poética assumida por Al Berto, o pseudónimo do autor, distingue-se de qualquer outra experiência contemporânea pela agressividade (lexical, metafórica, da construção do discurso) com que responde à disforia que cerca todos os passos do homem num universo que lhe é hostil. Trazendo à memória as experiências poéticas de Michaux ou de Rimbaud, é no próprio sofrimento, na sua violenta exaltação, na capacidade de o tornar insuportavelmente presente (nas imagens de uma cidade putrefacta, na obsidiante recorrência da morte e do mal, sob todas as suas formas) que a palavra encontra o seu poder exorcizante, combatendo o mal com o mal. É neste sentido que Ramos Rosa fala de uma "poesia da violência do mundo e da realidade insuportável": "a opacidade do mal ou a agressividade do mundo é tão intensa que provoca um choque e um desmoronamento geral", mas "à violência desta destruição responde o poeta com uma violenta negatividade que é uma pulsão de liberdade absoluta, que procura por todos os meios o seu espaço vital.", sublinhando ainda a forma como esta espécie de "grito de fragilidade extrema e irredutível do ser humano, do seu desamparado infinito, da sua revolta absoluta e sem esperança", se consubstancia, ao nível do estilo, num ritmo "ofegante, precipitado, como um assalto contínuo feito de palavras tão violentas como instrumentos de guerra" (cf. ROSA, António Ramos - A Parede Azul. Estudos Sobre Poesia e Artes Plásticas, Lisboa, Caminho, 1991, pp. 120-121). No domínio editorial, a sua atividade pautou-se pela isenção e certa ousadia relativamente às políticas comerciais livreiras dominantes.
Inicialmente seguindo uma estética surrealizante de temática erótica, em O Anjo Mudo (1993) funde prosa e poesia, exprime intertextualidades, numa viagem marginal e purificadora. A quase totalidade da sua obra poética encontra-se coligida em O Medo.
Foi galardoado com o Prémio Pen Club de Poesia em 1987.

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