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Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma

(9ª Edição)

de Irene Lisboa

editor: Editorial Presença, abril de 2000
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

«Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma» insere-se na reedição, levada a cabo pela Editorial Presença, das «Obras de Irene Lisboa», de que estão neste momento disponíveis dez volumes; o outro volume para crianças e jovens «Queres Ouvir? Eu Conto» (1993) está também disponível na colecção «À descoberta». O prefácio pretende traçar sumariamente as principais linhas temáticas e condutoras desenvolvidas nestas histórias, quer articulando-as com os restantes livros de Irene Lisboa, quer apontando os seus processos literários, originais ou herdados de um imaginário tradicional. Com o seu lugar próprio nas «Obras de Irene Lisboa», este livro é mais um elo na cadeia de reactivação do nome desta autora, assim posta mais perto de leitores maiores e mais pequenos.

Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma

(9ª Edição)

de Irene Lisboa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722324939
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: abril de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 206 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Coleção: Estrela do Mar
Classificação temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil
EAN: 9789722324939
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e E E

Confuso

Leonor

Não percebi muito bem a historia

e e e e E

Livro recomendado

Catarina Martins

Comprei este livro por ser recomendado no âmbito do PNL para o 7º ano de escolaridade, e até o estou a ler com a minha filha. Histórias interessantes mas um pouco 'difíceis' para crianças de 12 anos.

e e e E E

muito interessante

Célia Pires Amaral

Livro recomendado para um público juvenil, de fácil leitura e com assuntos que despertam o interesse desta faixa etária. Foi o livro escolhido para leitura orientada em várias turmas do 8º ano e os alunos gostaram muito de ler a obra, que consideraram muito interessante.

e e e e E

Leitura acessível para os mais novos

Sandra Santos

Comprei este livro para o meu filho, em virtude de ter sido adoptado para a disciplina de Português, com o intuito de estudar o conto 'A Bailarina', mas os contos são tão interessantes e dado a sua dimensão, o meu filho acabou por ler tudo. E gostou!

e e e E E

gostei

Tania

Gostei do livro é de simples leitura e tem uma historia muito interessante

Irene Lisboa

Poetisa e ficcionista. Foi professora primária, realizou estudos de pedagogia na Suíça, França e Bélgica, tendo, neste domínio, publicado alguns estudos sob o pseudónimo de Manuel Soares. Colaborou em publicações periódicas como Presença, Sol Nascente, Seara Nova, Litoral e Cadernos de Poesia. Depois da publicação do volume de prosa 13 Contarelos , Irene Lisboa faz a sua verdadeira estreia no domínio das Letras portuguesas com a publicação das obras de poesia Um Dia e Outro Dia (1936) e Outono Havias de Vir (1937), sob o pseudónimo de João Falco. Obras acolhidas com louvor por uma parte da crítica, sobretudo aquela próxima de Seara Nova , e que inauguram, para José Gomes Ferreira, um novo molde de escrita poética feminina, levando "a poesia até às últimas consequências do desconcerto formal, dessacralizando-a , esvaziando-a de todos os rituais, sem contudo a banalizar nem tomar ares de revolucionária indómita" (p. 19), sendo que a "preferência não escondida pela gente do povo e o amor por certas pequeninas coisas" são alguns dos traços que lhe valeriam, na sua carreira literária, uma injusta indiferença por parte das casas editoras e da crítica mais conservadora. Do ponto de vista formal, a ruptura com os cânones da lírica tradicional funda-se numa poesia de rigor novo, a uma vista inadvertida, próxima da prosa ("Achaste a forma que te convinha,/a forma boa para o teu pensamento.../metrificada ou não/mas curta, emotiva,/exclamativa. /Como tu agora escreves/pensamos nós todos/infinitas vezes." (in "Outro Dia", Um Dia e Outro Dia... ); "Escrever assim... / escrever sem arte,/sem cuidado,/sem estilo,/sem nobreza,/sem lindeza.../sem maior concentração,/sem grandes pensamentos,/sem belas comparações,/não será escrever!/Mas assim me apetece,/que o entendam ou não,/que o admitam ou não,/escrever.../estender/o delgado, esfiado,/inoperante/pensamento." (in "Outro Dia" in Um Dia e Outro Dia... ), impressão corroborada pela epígrafe que abre o segundo volume de versos, Ao que vos parecer versos chamai verso e ao resto chamai prosa , e que ficaria célebre na polémica - que teve como defensores, entre outros, Adolfo Casais Monteiro - para a afirmação do verso livre em Portugal. A escrita confessional, a atenção a momentos e pequenos nadas do quotidiano, a observação dos mais humildes, muitas vezes contendo implicitamente uma crítica a valores burgueses, a consciência de si mesma objectivizada no confronto com um mundo inóspito, transitarão da poesia para o volume Solidão - Notas do Punho de uma Mulher , uma obra híbrida, que se aproxima do género diarístico pela inclusão de algumas datações genéricas e por um pendor introspectivo que procura desarticular as causas de um mal-estar indefinido - dir-se-ia uma menina e moça da actualidade, obsidiada por uma tristeza omnipresente e encontrando na escrita um instrumento de autoconhecimento -, apoiando-se na memória e no registo da momentaneidade, mas que se aproxima também da novelística pela transfiguração da "experiência de observação do mundo e dos outros" (retratos, cenas) em "matéria de escrita" (cf. MORÃO, Paula - prefácio a Obras de Irene Lisboa , Lisboa, Presença, 1991). Entre a obra poética e publicação destas notas inscreve-se o volume narrativo Começa uma Vida , que, continuado em Voltar Atrás para Quê? , dá sequência, agora, sob a forma de novela autobiográfica, a um discurso do eu que se auto-analisa com lucidez e melancolia, e ao intimismo auto-reflexivo e fragmentário daqueles dois outros registos. A sua bibliografia abrange ainda obras para crianças, como Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma ou Queres Ouvir? Eu Conto - Histórias Para Maiores e Mais Pequenos se Entreterem , e colectâneas de crónicas, como O Pouco e o Muito, Esta Cidade ou Título Qualquer Serve. No que diz respeito ao género cronístico, também aí o "o sujeito aprende sobre si mesmo a partir da observação do mundo, alternando movimentos que o dobram sobre si com outros que, no exterior, lhe fornecem materiais de contraste. [...] As "vidas que me cercam", deste modo, têm um efeito de espelho amplificador da vida da narradora, assim posta na posição axial de quem faz parte de um tempo e de uma cidade." (cf. MORÃO, Paula - prefácio a Obras Completas de Irene Lisboa. Esta Cidade!, vol. V, Lisboa, Presença, 1995, pp. 10-11).

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