Uma História de Violência Política

Portugal de 1834 a 1851

de Maria de Fátima Bonifácio
Editor: Tribuna da História, abril de 2009 ‧
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De 1834 a 1851, o recurso à violência política banalizou-se como forma de forçar uma mudança política, uma substituição de governo ou uma alteração constitucional. É esta história que se conta neste livro. Nestes anos, Portugal viveu entre revoluções, pronunciamentos, golpes e motins, incapaz de gerar modalidades de alternância regrada e pacífica no poder. Estas dependiam, fundamentalmente, de se chegar a um acordo sobre a norma constitucional, o que só depois da Regeneração, em 1851, se veio a alcançar. Até então, o radicalismo nunca se conformou com uma Constituição pensada para o marginalizar, entronizando uma oligarquia liberal que usava as prerrogativas régias, constitucionalmente consagradas, para se conservar no poder e explorar o Estado em benefício próprio. O radicalismo reagiu a esta espécie de ostracismo revoltando-se regularmente. A Revolução Francesa de 1789 legitimara o recurso à violência política como forma expedita e eficaz de abrir um atalho para um paraíso terrestre. Esta ilusão terminou com o fracasso da "Primavera dos Povos" de 1848 que, desacreditando a Revolução, abriu caminho ao diálogo entre Esquerda e Direita, que até então se haviam considerado reciprocamente como sujeitos ilegítimos da vida política. Esta mudança histórica pôs cobro ao "reinado da frase e do tiro" e tornou possível a Regeneração.

Uma História de Violência Política

Portugal de 1834 a 1851

de Maria de Fátima Bonifácio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898219145
Editor: Tribuna da História
Data de Lançamento: abril de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 228 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: História e Actualidade
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789898219145

SOBRE O AUTOR

Maria de Fátima Bonifácio

Maria de Fátima Bonifácio (n. 1948) doutorou-se (1990) e agregou-se (1997) em História Contemporânea de Portugal na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi docente de 1980 a 2006, e reformou-se em 2012 como investigadora-coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Colaboradora em diversos órgãos de comunicação social, como por exemplo o jornal Público e a revista Atlântico, é autora de várias obras, entre as quais A Monarquia Constitucional, 1807-1910 (2010), Memórias do duque de Palmela (2011), Um Homem Singular (2013) e António Barreto – Política e Pensamento.

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