Psicologia do Dinheiro e Outros Ensaios

de Georg Simmel
Editor: Edições Texto & Grafia, setembro de 2009 ‧

«O nosso único problema com o dinheiro é, aparentemente, a falta que dele temos, a sua ausência que nos atormenta, o sonho da sua visitação sempre protelada, a esperança das suas promessas que raramente vemos cumpridas. E, muitas vezes, também a impressão da sua índole fria, do seu sistema tentacular, ditatorial e impiedoso, que nos cinge, nos sufoca. Desponta assim, se por acaso nos distrairmos da banalidade quotidiana e mergulharmos na reflexão, a suspeita ou o palpite da complexidade que ele apresenta, não apenas nos jogos obscuros da vida financeira, na rede encoberta da sua circulação em todos os meandros da existência social, no conluio, na conspiração e no cruzamento das economias paralelas, na trama inextricável das paixões que a todos inspira e em todos desencadeia, mas também na percepção do carácter estrutural e indiscernível da sua natureza, das suas instituições, dos seus fluxos e refluxos no comércio, na indústria e na actividade económica, do seu devir histórico, das suas crises e dos seus pressupostos. Não é, de facto, simples a entidade ou a essência do dinheiro.»
da Introdução

Psicologia do Dinheiro e Outros Ensaios

de Georg Simmel

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898285058
Editor: Edições Texto & Grafia
Data de Lançamento: setembro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 210 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789898285058

SOBRE O AUTOR

Georg Simmel

Professor alemão, Georg Simmel nasceu na cosmopolita Berlim de 1858 e veio a falecer em 1918. Professor universitário admirado pelos seus alunos, sempre teve dificuldade em encontrar um lugar no seio da rígida academia do seu tempo.
Simmel preocupou-se em descobrir os padrões de interação que subjazem às formações sociais mais latas (num registo a que hoje chamaríamos "microssociologia"). A tarefa da sociologia seria não a de estudar globalidades mas sim determinadas dimensões ou aspetos dos fenómenos que, nas suas formas particulares, são passíveis de ser encontrados nos diferentes contextos humanos. Ao fazer uma abstração do conteúdo concreto dos fenómenos sociais e ao focalizar as formas que lhes subjazem, torna-se possível comparar fenómenos radicalmente diferentes no seu conteúdo mas similares na sua forma. Simmel está, deste modo, conotado com a chamada teoria formal. Por muito diferentes que sejam os interesses e os propósitos que levam os homens a associar-se, as formas sociais de interação podem ser idênticas. Há processos de conflito e cooperação, de subordinação e poder, de centralização e descentralização que atravessam as mais variadas estruturas sociais. Para Simmel, as formas sociais encontradas no real não são nunca puras. Simmel também se ocupou das funções do conflito na sociedade, considerando-o uma força mais construtiva do que destrutiva. Harmonia e conflito não são duas realidades distintas mas apenas dois aspetos da mesma realidade.
Toda a realidade é analisada por Simmel em termos de interação. Por exemplo, e ao contrário do que as aparências indicam, os que detêm o poder só podem exercê-lo com a concordância dos que são objeto desse poder. Ao estudar os determinantes estruturais da ação social, Simmel deu especial relevo aos aspetos quantitativos dos grupos, descrevendo as diferenças entre o processo de funcionamento de um grupo conforme seja composto por dois elementos ou por três ou mais. Para o autor, esta análise do comportamento das partes envolvidas num grupo é válida para situações tão diferentes como as relações entre pessoas ou as relações entre estados. Influenciou autores como Robert Park, Geog Lukacks, Ernst Bloch, Karl Mannheim, Theodor Adorno ou Max Horkheimer.
As suas obras principais são: On Social Differentiation (1890); The Problems of the Philosophy of History (1892); Introduction to the Science of Ethics, 2 vols. (1892-93); The Philosophy of Money (1900); Sociology: Investigations on the Forms of Sociation (1908); Hauptprobleme der Philosophie (1910); Philosophische Kultur (1911); Goethe (1913); Rembrandt (1916); Fundamental Questions of Sociology (1917); Lebensanschauung (1918).

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