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Poesia, Saudade da Prosa

Uma antologia pessoal

de Manuel António Pina
Editor: Assírio & Alvim, maio de 2011 ‧
13,30€
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Poesia, Saudade da Prosa é uma antologia pessoal da poesia de Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011.

[…] A vida, a morte, os livros, tumulto, recato, ironias, metafísica, o peso das coisas transformado em palavras, uma espécie de sageza. “a memória, sem o corpo, não cintila nem exalta / e, em ela, o corpo é incapaz de nudez / e de amor”. Uma obra belíssima.

José Mário Silva, LER 104

« […] esta antologia é de uma seriedade e exigência inatacáveis. […] É uma poesia de uma amargura doce, de uma tristeza mansa, de uma relutância vitalista. Não é uma poesia do lado de fora das coisas, mas não tem ilusões sobre o nosso acesso efetivo ao lado de dentro. É, digamos, sobre o lado de fora do lado de dentro – sítio onde a identidade e a realidade fazem um sentido provisório e comunicável. E onde se pode talvez pousar a cabeça.»
Pedro Mexia, Expresso

Poesia, Saudade da Prosa

Uma antologia pessoal

de Manuel António Pina

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1587-3
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: maio de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 212 x 13 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grãos de Pólen / poesia escolhida por poetas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972371587312
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

mais uma obra linda de Manuel Antonio Pina

michelk9

O livro é uma seleção pessoal de uma série de poemas. Essencial para quem esta interessado na poesia do Manuel António Pina

Poesia, Saudade da Prosa

Fátima Duarte

Magnifico! As palavras sempre tão bem talhadas de Manuel António Pina, o gesto de se encontrar perdido nas nuvens e o sol da vida… Um agridoce sabor das páginas abertas para deixar voar cada pa(lavra)! Adorei…

SOBRE O AUTOR

Manuel António Pina

Jornalista e escritor, Manuel António Pina nasceu no ano de 1943, no Sabugal, na Beira Alta, e faleceu a 19 de outubro de 2012, no Porto. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1971, exerceu a advocacia e foi técnico de publicidade. Abraçou a carreira de jornalista no Jornal de Notícias, onde passou a editor. A sua colaboração nos media também se distribui pela rádio e pela televisão.
Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos, a sua obra apresenta uma grande coesão estrutural e reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador."Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Afirmou-se como uma das mais originais vozes poéticas na expressão pós-pessoana da fragmentação do eu, manifestando, sobretudo a partir de Nenhum Sítio, sob a influência de T. S. Elliot, Milton ou Jorge Luis Borges, uma tendência para a exploração das possibilidades filosóficas do poema, transportando a palavra poética "quer para a investigação do processo de conhecimento quer para a investigação do processo de existência literária" (cf. MARTINS, Manuel Frias - Sombras e Transparências da Literatura, Lisboa, INCM, 1983, p. 72).
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
Como escritor, é autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia - Nenhum Sítio (1984), O Caminho de Casa (1988), Um Sítio Onde pousar a Cabeça (1991), Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (1992); Farewell Happy Fields (1993), Cuidados Intensivos (1994), Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (1999), Le Noir (2000), Os Livros (2003); em novela - O Escuro (1997); em texto dramático - História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (1984), A Guerra Do Tabuleiro de Xadrez (1985); no ensaio - Anikki - Bóbó (1997); na crónica - O Anacronista (1994); e, finalmente, na literatura infantil - O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973), Gigões e Anantes (1978), O Têpluquê (1976), O Pássaro da Cabeça (1983), Os Dois Ladrões (1986), Os Piratas (1986), O Inventão (1987), O Tesouro (1993), O Meu Rio é de Ouro (1995), Uma Viagem Fantástica (1996), Morket (1999), Histórias que me contaste tu (1999), O Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.
A sua obra tem merecido, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra; o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões. Já a título póstumo foi ainda galardoado com o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, pelo livro «Como se Desenha uma Casa», e com o Prémio Especial da Crítica dos Prémios de Edição Ler/Booktailors 2012, pelo livro Todas as Palavras – Poesia Reunida.

Manuel António Pina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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