Poemas em Prosa

de Oscar Wilde

editor: Cavalo de Ferro, abril de 2003
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Esta é a primeira tradução que se faz destes poemas que são dos mais elucidativos exemplos da escrita e ideologia de Wilde.
Reflexo de um cruzamento de doutrinas filosóficas e correntes literárias inovadoras que tendem a propagar-se com a proximidade dos fins de épocas, os escritos de Wilde são, na sua generalidade, frutos de um espírito subversivo e agitador. Como Possidónio Cachapa tão bem o reconhece na sua nota de introdução, as afinidades entre a época de Wilde e a nossa são inúmeras e a actualidade do mais polémico autor de todas as épocas está tão viva como sempre.
Neste volume coligem-se esses poemas em prosa, tão próximos dos produzidos pelos autores do simbolismo francês e tão únicos e individuais como só Wilde poderia escrever. Incluem-se de igual modo um conjunto de máximas que elucidam e completam as posições do movimento estéticista como Wilde o perspectivava.

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Nestes seus poemas em prosa, que Possidónio Cachapa traduziu com muita sensibilidade, em perfeita sintonia com o espírito de Wilde, palpita o temperamento lírico do autor (...), envolto na sua cultura, numa curiosa mescla de paganismo e evocações bíblicas, sempre com o gosto requintado, a dourada perversidade do apaixonado que ele foi, como o foi a sua geração...
da Introdução de Urbano Tavares Rodrigues

Ressuscitado hoje, nestes neo-vitorianos dias, tão hipócritas e dissolutos como os originais, Oscar Wilde teria de ser silenciado de novo. Que é calando as vozes que nos interpelam que se constrói sempre a história da decadência humana.
da "Nota do Traditore" de Possidónio Cachapa

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Este livro faz parte de um projecto abrangente que visa unir, através dos laços possíveis entre o texto original e a sua tradução, um autor clássico consagrado a um jovem escritor contemporâneo. União de facto, tanto mais que se procura não propriamente uma tradução literal, mas uma tradução o mais livre possível. Uma adaptação que apenas o distanciamento da leitura permita encontrar afinidades, percursos, ou somente deslumbramento e tributo; enriquecendo por via do confronto e da identificação. A ideia, portanto, é criar um jogo a duas mãos, entre original e adaptação, entre autores e épocas, entre escrita e leitura. Aqui o prefácio de Urbano Tavares Rodrigues, transportando um profundo conhecimento académico mas cruzando-o com a sensibilidade que lhe é reconhecida, faz a ponte de ligação entre estes dois mundos.

Estes seis curtos poemas em prosa de Oscar Wilde, inéditos entre nós, podem confundir-se com contos ou alegorias de estilo ensaístico e constituem uma clara declaração dos princípios criativos deste autor. A tradução/traição de Possidónio Cachapa, porta-estandarte da jovem geração da literatura portuguesa, subverte-lhes a ordem e refresca o seu conteúdo.

Poemas em Prosa

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728791018
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 126 x 207 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789728791018
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Oscar Wilde

Oscar Wilde (Dublin, 1854-Paris, 1900) foi talvez o mais importante dramaturgo da época vitoriana. Criador do movimento dândi, que defendia o belo e o culto da beleza como um antídoto para os horrores da época industrial, Wilde publicou a sua primeira obra, um livro de poemas, em 1881, a que se seguiram duas peças de teatro, no ano seguinte. Em 1884, casou com Constance Lloyd, e a partir de 1887 iniciou uma fase de produção literária intensa, em que escreveu diversos contos, peças de teatro, como O Leque de Lady Windemere, Um Marido Ideal e A Importância de se Chamar Ernesto, e um único romance, O Retrato de Dorian Gray, considerado por muitos como a sua obra mais bem conseguida. Mordaz e irónico, Oscar Wilde alcançou enorme sucesso com as suas comédias de salão. Porém, em 1865, foi atingido pela adversidade: acusado de homossexualidade, foi violentamente atacado pela imprensa, tendo caído em desgraça. O processo judicial em que se viu envolvido levou-o à prisão, ao ser condenado a dois anos de trabalhos forçados. Cumprida a pena, abandonou definitivamente Inglaterra e fixou-se em Paris, onde viria a morrer em 1900.

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