Pequeno-Almoço de Campeões
SINOPSE
O núcleo deste romance é o escritor de ficção científica Kilgore Trout, uma das mais veneradas personagens de Kurt Vonnegut. Numa das suas deambulações, Trout descobre, com horror, que Wayne Hoover, um bem-sucedido vendedor de carros, interpreta à letra as rocambolescas teorias apresentadas nos seus livros. E isso está a levá-lo à loucura. o que se segue é uma sátira deliciosa e inquietante sobre guerra, sexo, racismo, sucesso e política. o resultado é uma espécie de guia para entender o século XX.
Com um mecanismo de revelações em camadas sucessivas, Vonnegut, um dos terráqueos mais divertidos de que há memória, apresenta-nos nada mais nada menos do que o planeta Terra, num romance brilhante e divertidíssimo, que o consagrou como um dos escritores mais instigantes do nosso tempo.
CRÍTICAS
«O mais divertido dos intelectuais.»
Salman Rushdie
«O grande escritor americano do século, urgente e apaixonado, que nos oferece um modelo do pensamento humanista que ainda pode salvar-nos de nós próprios.»
George Saunders
«Um escritor único.»
Doris Lessing
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Pequeno-Almoço de Campeões é um romance selvagem e magnífico […], como só Kurt Vonnegut poderia escrever.»
Publishers Weekly
«Vonnegut dá roda-livre a todas as queixas sobre a América e faz com que pareçam cómicas e ultrajantes, detestáveis e apetecíveis.»
The New York Times
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897849299 |
| Editor: | Alfaguara Portugal |
| Data de Lançamento: | outubro de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 150 x 235 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 344 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897849299 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Desconcertante
Grace
Kurt Vonnegut escreve sobre as suas obsessões como quem desmonta o mundo para revelar o que nele há de mais absurdo. Em Pequeno-almoço de Campeões, essa desmontagem transforma-se numa sátira feroz à sociedade norte-americana, ao consumo, à guerra, ao sexo, ao racismo, à política, à loucura, à própria ideia de liberdade, à literatura. “E por aí fora.” Tudo dito com um humor tão simples que chega a ser cruel. O momento mais desconcertante e, talvez, o mais luminoso surge quando o autor entra no livro e se assume como o Criador absoluto das suas personagens. Vonnegut fala com Kilgore Trout, o protagonista e autor de ficção científica, manipula-lhe o destino e oferece-lhe aquilo que nenhuma personagem espera receber do seu autor: a liberdade. Um gesto tão absurdo quanto comovente, que transforma a sátira numa reflexão sobre responsabilidade, criação e culpa. Ao longo do romance, o racismo é exposto sem filtros, como uma engrenagem estrutural da sociedade norte-americana, tão banalizada que só o olhar mordaz de Vonnegut consegue torná-la visível, quiçá risível. Ele mostra o ridículo e o horror lado a lado, com uma subtileza impiedosa que delicia e irrita o leitor. Os desenhos que pontuam o livro, simples, quase infantis, reforçam esse absurdo. Muitos são tão óbvios que se tornam desarmantes, como se Vonnegut quisesse lembrar-nos, a cada página, que a sátira também pode ser desenhada com a inocência de um rabisco. Terminei a leitura com a sensação de ter atravessado um território desconcertante, onde cada página me puxava o tapete com humor, ferocidade e uma certa vontade de me perguntar por que raio continuo a ler estas coisas. Ainda estou a tentar perceber se compreendi tudo ou se é precisamente essa dúvida que o livro quer deixar. Talvez seja essa a sua maior força, obrigar-nos a continuar a pensar nele, a desmontá-lo, a desconfiar das respostas fáceis. “E por aí fora”.
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