Penumbra
SINOPSE
Nele coincidem viver personagens tão distintas como um casal de forasteiros que ali mandou edificar uma casa sem fim ou uma mulher como nome de flor e um primo que tinha nome de rei e que governou até ao fim dos seus dias um lar sem flores. Ou ainda uma moça que era vista, em noites de lua cheia, a lavar os seios na fonte. Ou tantas outras.
Cada personagem traz agrilhoados segredos, que arrasta vida fora. Uns manter-se-ão ocultos, na penumbra, outros revelar-se-ão, à medida que o dia avança e a luz os ilumina com focos que ora recaem sobre um homem que também é lobo, ora sobre um outro que acredita ser meio cristo, meio mulher, meio pregador, meio meretriz. Outros espaços se deixam iluminar: a mercearia, a tasca, a igreja. o largo, o rio.
Este último é precisamente o palco de uma das maiores tragédias: um jovem surge numa bateria que encalha na margem. Vem morto. Penumbra é essa aldeia situada algures entre o Caramulo e a Beira-Mar, num vale que bebe dos ares da serra e do mar, não muito longe donde houvera em tempos uma campa que, ao que parece, piava.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899005969 |
| Editor: | Edições Mahatma |
| Data de Lançamento: | agosto de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 209 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 258 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789899005969 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Jogo(s) de Sombra(s)
Paula Bastos
O narrador de Penumbra guiou-me numa viagem a um lugar que sendo uma aldeia («Penumbra»), cenário de histórias que se vão tecendo e entrelaçando, ou que fui tecendo e entrelaçando, é também personagem. E, em última análise, essa persona sou eu, no mais recôndito de mim. A narrativa, poética, apesar de em prosa, envolveu-me desde o prólogo até ao epílogo, passando por todas as horas do dia, mais ou menos iluminadas, sempre num movimento pendular que, ao mesmo tempo que revela esconde. Foi este movimento pendular que me embalou e me hipnotizou. Surpreendente, por vezes mesmo desconcertante e de uma ironia fina, suscitou-me sorrisos deleitosos, que davam lugar a lágrimas perante a beleza descrita ou permitida. Penumbra é isso também: um convite à (re)construção da nossa aldeia. Física, mas não só. Talvez nem sobretudo. Esse movimento pendular anula, ou pelo menos esbate, todos os limites, todas as fronteiras, todas as delimitações ou dicotomias inflexíveis, convidando à entrada num universo fluido, onde nada é isto ou aquilo, lunar ou solar, bom ou mau. Trata-se, afinal, de um convite ao interior de cada um de nós, que somos vários. E com várias entradas Paula Bastos
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