Para Uma Poética do Hipertexto
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789728296698 |
| Editor: | Edições Universitárias Lusófonas |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2001 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 211 x 15 mm |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Linguística e Filologia
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| EAN: | 9789728296698 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Ficção ou realidade - duas faces da mesma moeda
António Jacinto Pascoal
Ficção Interactiva – Para uma Poética do Hipotexto De um rigor exegético absoluto, a obra «Para uma Poética do Hipertexto», escrita a seu modo considerando “a cultura das citações infinitas”, antecipa o novo paradigma (já de resto anunciado em narrativas do século XX, e nas asserções de Marshall MacLuhan) em que a linguagem se vê transformada, senão aniquilada pelos inúmeros pontos de fuga e de convergência simultâneos. Já não se trata apenas da velha sagração da morte do romance, mas da rasura da linearidade da sequência narrativa. O próprio discurso, como neste ensaio se insinua, viaja entre estatismo e fluxo, ordem e desordem. José Augusto Mourão alerta-nos para o paradigma moderno do qual decorre o fim do texto, o fim da crítica, o fim do autor e, pior ainda, o fim do leitor. Na ausência de todos estes elementos, a linguagem é um fantasma arcaico. Mas J. A. Mourão recusa o desastre, em nome da transformação, de uma realidade que, não existindo, é realidade porque não existe. Tal como Deus ou como o cultura, quando património imaterial humano. Porque nem tudo está sujeito a tempo e a espaço. Eis a linguagem simbólica do hipertexto, que não estando em nenhum lado concreto, não existe por excesso da sua mesma presença. António Jacinto Pascoal