Os Mandantes do Atentado de Camarate
O envolvimento americano
SINOPSE
O autor do livro - Dr. Alexandre Patrício Gouveia - viu morrer em Camarate o seu irmão mais velho, António, além de líderes políticos que muito admirava. Por isso, esteve sempre na primeira linha dos que corajosamente se bateram pela descoberta da verdade.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898906342 |
| Editor: | Ideia-Fixa |
| Data de Lançamento: | novembro de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 230 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 423 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política em Geral
Livros em Português > Política > Política Internacional |
| EAN: | 9789898906342 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Recomendo
Tiago Manalvo
O autor, Alexandre Patrício Gouveia, tem sido durante décadas uma das figuras mais destacadas entre os familiares das vítimas do Atentado de Camarate. É irmão de António Patrício Gouveia, que era o Chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro, Francisco Sá Carneiro. Hoje em dia, sendo mais do que óbvio para toda a gente que o que ocorreu foi um Atentado e não um acidente que visava o Ministro da Defesa Nacional, Adelino Amaro da Costa (o líder do Governo, sua mulher, e o próprio irmão do autor terão estado no lugar errado à hora errada), o importante é factualmente apurar quem realmente ordenou o Atentado. Esta obra vem trazer uma nova luz, sem os espartilhos do politicamente correcto, de quem terão sido as personalidades com interesse directo em afastar pela força a incómoda voz de Amaro da Costa, que estaria no encalce de altas patentes militares portuguesas envolvidas no tráfico de armas. Uma obra a não perder.
Coragem
Leonardo Gonçalves
Este livro não pretende ser a caixa de pandora relativamente ao atentado de Camarate. Nem o autor tem provas inequívocas daquilo que afirma. A obra deve ser lida como um ensaio, com espírito de critica e com muita abertura. Partindo de uma série de testemunhos, indícios, e incongruências que marcaram todo o processo, o autor chama a atenção para dois aspetos fundamentais: a enorme divergência entre as conclusões da investigação judicial e por outro lado das Comissões Parlamentares de Inquérito. Faz, inclusive, afirmações de convicção, baseadas em testemunhos e documentos da época que a serem verdade, traduzem conduta de grave negligência das Autoridades Judiciais Portuguesas, bem como da Direção Geral de Aviação Civil e do NSTB, na condução da investigação do acidente. As confissões dos intervenientes na "operação" são bastante credíveis, dado o nível de conhecimento que revelam sobre o caso, embora enfermem por vezes de contradições. A suposta coordenação no terreno, por parte de Frank Sturgis, não surpreende ninguém que conheça, de antemão, o currículo do agente da CIA. O mesmo se aplica a Farinha Simões. A introdução sobre o Irão gate e todas as suas implicações é muito bem fundamentada e de interesse histórico. De facto, os aviões Phantom F4 que tinham sido vendidos ao regime do deposto Xá, eram praticamente inúteis sem peças sobressalentes e pneus novos: estes estourariam no momento em que os aviões carregados de combustível e armamento tentassem descolar. Sem capacidade aérea de cobertura ao exército no terreno, o Irão estaria indefeso relativamente á ofensiva do Iraque. Destaco pela negativa alguns erros pontuais nos nomes das personalidades supostamente envolvidas, bem como outros de carácter mais técnico: por exemplo as OGMA denominam-se Oficinas Gerais de Material Aeronáutico e não de "Fardamento Militar" como aponta o livro. Em todo o caso li aquele que é, provavelmente, o relato mais próximo do que aconteceu naquela noite de Dezembro de 1980. Tinha 6 anos e lembro-me das imagens na RTP1, duma casa destruída por um avião. Na altura eramos uma jovem Democracia, mais vulnerável a este tipo de acontecimentos. O meu apreço pelo trabalho do autor do livro.
Os labiríntos e detalhades do crime de Camarate
Maria Ferreira
Tinha lido, há pouco tempo, o "Camarate" de Augusto Cid e foi importante ler este. Acho que, de certa forma, se completam. Gostei muito, apesar de se tratar de um caso de extrema violência e nunca bem esclarecido, que faz parte da nossa memória colectiva.
A verdade
PP
Após estes anos todos as dúvidas dificilmente serão 100% esclarecidas, mas este livro aponta novas relações e envolvimentos o caso Camarate.
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