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Os Empregados

de Siegfried Kracauer
Editor: Antígona, setembro de 2015 ‧
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Publicada em 1930, tida por sediciosa e queimada em 1933 nos «autos-de-fé» do Terceiro Reich, esta obra de Kracauer sonda a vida quotidiana e a importância política de um novo tipo social do início do século XX: os empregados. Num estilo que oscila entre o ensaio literário e o estudo sociológico, dá viva voz a pequenos vendedores e dactilógrafas, lojistas e bancários, retratando a sua situação laboral, aspirações frustradas e uma falsa consciência de classe. Kracauer denuncia assim uma ilusória identidade burguesa, cobiçada por este novo grupo, e a fictícia ascensão social dos empregados face aos operários, cujas péssimas condições materiais partilham. Com uma obstinada ironia, o autor descreve um mundo que escamoteia a sua degradação e antecipa, nas entrelinhas, a silenciosa colaboração desta nova classe média, anestesiada e iludida, na ascensão do mal.

Os Empregados

de Siegfried Kracauer

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082668
Editor: Antígona
Data de Lançamento: setembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 131 x 211 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789726082668

Tão actual que até dói!

Paulo Chagas

Tão actual que até dói! Incrível como é que em cerca de um século continuamos a ter o mesmo tipo de esquemas a controlar a nossas vidas. Excelentes descrições. Leitura muito recomendável.

SOBRE O AUTOR

Siegfried Kracauer

Outsider consequente segundo Walter Benjamin, Siegfried Kracauer (1889-1966) foi uma figura de vulto na vida intelectual alemã. Arquitecto de formação e avesso a toda e qualquer filiação política ou ideológica, repartiu a sua obra pela filosofia da cultura, sociologia e pela teoria do cinema e da fotografia. Como editor e redactor de crónicas no Frankfurter Zeitung, destacou-se pela análise empírica de aspectos da vida quotidiana – da publicidade ao urbanismo – na sociedade moderna. Exilou-se em França, entre 1933 e 1941, e depois nos EUA, e, do seu vasto legado, salientam-se os estudos Das Ornament der Masse (1927) e Theory of Film (1960). A sua obra heterogénea, a marginalidade de que fez ponto de honra e um pessimismo lúcido, ao abrigo de radicalismos, convertem-no num teórico indispensável da primeira metade do século xx.

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