Os Diálogos dos Amantes

de Francesco Alberoni
Editor: Bertrand Editora, novembro de 2011 ‧
Num futuro próximo, em que a manipulação genética a neurociência ameaçam a autoridade do indivíduo e a unidade da espécie humana, Sakùntala e Rogan exploram desejos e paixões através de um diálogo sem tabus nem inibições. O seu amor, exclusivo e fiel, constrói-se à medida que se vão conhecendo e que vão vivendo experiências eróticas e sentimentais sempre novas.
Através dos seus diálogos, vamos descobrindo um mundo no qual a programação genética vai conduzindo a humanidade a um sistema de castas e à abolição da liberdade de escolha individual, um sistema contra o qual se batem os protagonistas, arriscando a própria vida.
Acima de tudo, exploramos com os dois amantes o derradeiro reduto que é o sexo, o meio através do qual homens e mulheres podem alcançar a mais profunda das intimidades.

Os Diálogos dos Amantes

de Francesco Alberoni

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722523349
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: novembro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 235 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 312
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722523349

Os Estereótipos, o Academismo e uma dica

Ana

Quando me cruzo com um romance escrito por alguém que tem por hábito observar o mundo com atitude académica, fico de pé atrás; porque receio um texto excessivamente estruturado e conceptualizado, ou mesmo teorizado. Voltou a confirmar-se. Alberoni pretende ficção e romance, mas não consegue libertar-se de estereótipos de nações, de género e de afetos. Não senti aquilo que quem dedica a sua vida a contar histórias (com arte) muitas vezes refere: progressivamente, personagens e enredo tornam-se marionetas autónomas, que obrigam marionetista a continuarem o seu percurso, até à exaustão. Alberoni quis ficcionar um mundo de manipulação genética, mas não arriscou; agarrou-se à imagem estereotipada que se tem de certos países, como se estes nunca pudessem, também eles, manipular a sequência do seu genoma político e patrioteiro; agarrou-se à imagem estereotipada que se tem dos tipos de sexo e de género na espécie humana, como se estes já não pudessem diversificar-se sem cair na tentação de se afirmar como um poder político. Não valia mais valia arriscar tudo e ficcionar e romancear, por exemplo, uma espécie humana que também assumisse a possibilidade do sexo e do amor hermafrodita? Porque não? Não ambicionou Alberoni explorar os potenciais caminhos da manipulação das memórias, das emoções e dos afetos? Quem melhor que uma pessoa hermafrodita para não necessitar de tal? Não procurou ele os potenciais caminhos da entrega total, da compreensão mútua? Quem melhor que uma pessoa hermafrodita para o alcançar? Inversamente, foi insidiosamente deslizando para um conservadorismo heteronormativo.

Livro futurista

Manuel Luis

Livro futurista de Alberoni onde a manipulação genética a neurociência ameaçam a individualidade e a unidade da espécie humana.

SOBRE O AUTOR

Francesco Alberoni

Popular sociólogo italiano, Francesco Alberoni nasceu em 1929, em Piacenza, Itália. Licenciado em medicina pela Universidade de Pavia, estudou psicanálise e estatística, tendo desenvolvido investigação no campo das probabilidades.
Tornou-se professor de sociologia em 1964, primeiramente em Milão, a que se seguiu Trento, Catania, Lausanne e novamente Milão.
Desenvolveu uma teoria dos movimentos colectivos, patente nos seus livros Estado Nascente (1968) e Movimento e Instituição (1977). Aqui, Alberoni explica o processo histórico como o resultado de dois tipos de forças: por um lado, as utilitárias e económicas, que transformam e inovam mas não criam solidariedade social, e, por outro lado, as representadas pelos movimentos, que só podem surgir da solidariedade social.
Alberoni adquiriu renome mundial após a publicação de Enamoramento e Amor (1979), o seu livro mais traduzido e mais vendido. Foi como estudioso do sentimento amoroso que Alberoni encontrou popularidade. Ao dedicar-se a um tema comum até então desprezado pela sociologia, Alberoni levou esta ciência até junto dos leigos, facto pelo qual é louvado por uns e criticado por outros.

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