SINOPSE
Através dos seus diálogos, vamos descobrindo um mundo no qual a programação genética vai conduzindo a humanidade a um sistema de castas e à abolição da liberdade de escolha individual, um sistema contra o qual se batem os protagonistas, arriscando a própria vida.
Acima de tudo, exploramos com os dois amantes o derradeiro reduto que é o sexo, o meio através do qual homens e mulheres podem alcançar a mais profunda das intimidades.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722523349 |
| Editor: | Bertrand Editora |
| Data de Lançamento: | novembro de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 235 x 20 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 312 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722523349 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Os Estereótipos, o Academismo e uma dica
Ana
Quando me cruzo com um romance escrito por alguém que tem por hábito observar o mundo com atitude académica, fico de pé atrás; porque receio um texto excessivamente estruturado e conceptualizado, ou mesmo teorizado. Voltou a confirmar-se. Alberoni pretende ficção e romance, mas não consegue libertar-se de estereótipos de nações, de género e de afetos. Não senti aquilo que quem dedica a sua vida a contar histórias (com arte) muitas vezes refere: progressivamente, personagens e enredo tornam-se marionetas autónomas, que obrigam marionetista a continuarem o seu percurso, até à exaustão. Alberoni quis ficcionar um mundo de manipulação genética, mas não arriscou; agarrou-se à imagem estereotipada que se tem de certos países, como se estes nunca pudessem, também eles, manipular a sequência do seu genoma político e patrioteiro; agarrou-se à imagem estereotipada que se tem dos tipos de sexo e de género na espécie humana, como se estes já não pudessem diversificar-se sem cair na tentação de se afirmar como um poder político. Não valia mais valia arriscar tudo e ficcionar e romancear, por exemplo, uma espécie humana que também assumisse a possibilidade do sexo e do amor hermafrodita? Porque não? Não ambicionou Alberoni explorar os potenciais caminhos da manipulação das memórias, das emoções e dos afetos? Quem melhor que uma pessoa hermafrodita para não necessitar de tal? Não procurou ele os potenciais caminhos da entrega total, da compreensão mútua? Quem melhor que uma pessoa hermafrodita para o alcançar? Inversamente, foi insidiosamente deslizando para um conservadorismo heteronormativo.
Livro futurista
Manuel Luis
Livro futurista de Alberoni onde a manipulação genética a neurociência ameaçam a individualidade e a unidade da espécie humana.
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