Onze Noites em Jerusalém

de Pedro Paixão

editor: Cotovia, abril de 2002
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"Onze Noites em Jerusalém" são crónicas de uma recente estada de Pedro Paixão na cidade Santa, onde o autor de "Portokyoto" foi por "necessidade e vontade de entender um conflito cada vez mais sangrento e irracional", agudizado nos últimos tempos. Conflito que Paixão sente assim: "… os acontecimentos da Palestina, vivo-os com uma intensidade não de quem está de fora, mas como se fosse uma parte visada, lá tivesse gente próxima de família, de um lado e do outro (…). Como se me sentisse responsável."
Depois dos relatos pungentes de Nova Iorque pós-11 de Setembro, publicados no jornal "Público" e reunidos no livro "A Cidade Depois", este "Onze Noites em Jerusalém" é um enorme contributo para tentarmos perceber o que separa e une os homens num conflito que pode mudar o destino do mundo.
Completam este livro 10 poemas de Moshe Benarroch, escritor nascido em Tetuan (Marrocos), que cresceu numa mistura de culturas e línguas, sendo o Castelhano a sua língua-mãe, frequentou uma escola francesa, ouvia árabe nas ruas e rezava em Hebraico. Vive hoje em Jerusalém, para onde foi com treze anos. Publicou até ao momento cinco livros de poesia e prosa em Hebraico, um em Castelhano e três em Inglês. A sua poesia tem sido publicada em revistas por todo o mundo. Estes poemas são também uma reflexão sobre a vida, o passado e o futuro do Médio Oriente. Poemas que, tal como os textos de Pedro Paixão, e di-lo ele próprio na introdução ao livro, reflectem "o enigma que somos". Como este que aqui se transcreve:

A gente desta cidade

A gente desta cidade
São flores por detrás de grades

não sabem
que por detrás das costas
não há muros

a gente desta cidade
Judeus, Muçulmanos e Cristãos
transporta o fardo da história sobre os ombros

a gente desta cidade
não ouviu a notícia
da morte do Faraó

a gente desta cidade está convencida
que vida é morte

a gente desta cidade está condenada
à pena capita:
Tu viverás.

Onze Noites em Jerusalém

de Pedro Paixão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727950348
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 205 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789727950348
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Pedro Paixão

Escritor, professor universitário e fotógrafo português, Pedro Paixão nasceu em 1956, em Lisboa. Filho de um engenheiro agrónomo e de uma farmacêutica, mantém ao longo da sua vida adulta uma atividade multifacetada.
Amante das matemáticas, chegou a matricular-se no Instituto Superior de Economia, onde, em 1974, concluiu o 2.º ano.
Não se sentindo satisfeito com esta escolha académica, embora tivesse sido sempre muito bom aluno, optou pela área das ciências filosóficas. Professor universitário na Universidade Nova de Lisboa, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lovaina, na Bélgica, onde fez, com distinção, a tese de doutoramento sobre "o conceito de alma".
Homem sempre insatisfeito e, como ele próprio se caracteriza, "contraditório", abraça várias atividades ao mesmo tempo: professor, sócio de uma agência de publicidade e fotógrafo. A sua ligação à agência de publicidade "A Massa Cinzenta", que fundou com Miguel Esteves Cardoso e da qual é sócio juntamente com Duarte Rocha e José Fialho, explica-a o autor como resultado da influência da tradição comercial familiar.
Em 1992, publica o seu primeiro livro A Noiva Judia que escreve para satisfazer a sua mãe que admirava muito o mundo da escrita.
Editado este primeiro título, muitos outros, quase com uma periodicidade anual, saíram, obtendo, no mercado editorial, uma receção indiscutível no que concerne ao número de vendas. De entre os títulos publicados, Pedro Paixão elegeu Nos Teus Braços Morreríamos, livro que, de acordo com declarações do autor, não faz "concessões", na medida em que, continua, "estive muito mais consciente da linguagem". Composto por 40 histórias, contadas como flash, coloca o leitor perante uma narração em catadupa, como o reflexo de um autor que escreve ao ritmo de uma respiração intensa e desordenada.
Caracterizado por uma escrita mordaz, de frases curtas e incisivas, Pedro Paixão obtém grande acolhimento junto da juventude.

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