O Último Rei da Escócia

de Giles Foden
Editor: Editorial Magnólia, Janeiro de 2007 ‧

Como seria tornarmo-nos médicos pessoais de Idi Amin?
Este romance de suspense, um bestseller de Giles Foden, conta-nos a história de um jovem médico escocês que se vê arrastado para o coração do regime brutal e surreal do ditador do Uganda. Ao privar com os pensamentos e ambições de Amin, ele sente-se ao mesmo tempo fascinado e horrorizado. À medida que o Uganda se precipita no caos civil, ele apercebe-se que se torna imperativo agir - mas em que direcção deverá ele avançar?

"Num primeiro romance desde logo emocionante, Foden conta-nos a história desafortunada e ensanguentada de um jovem médico escocês no mato do Uganda. Ele vê-se arrancado do anonimato por Amin, inicialmente para se tornar seu médico pessoal, depois seu cínico admirador, e por fim a testemunha involuntária e muitas vezes posta em perigo da carnificina do ditador. Com uma fidelidade documental e dramática, Foden reproduz os factos históricos — o ataque israelita a Entebbe é reencenado na íntegra — mas é o seu afecto por África e uma imaginação amadurecida que dão força a este romance que consegue um casamento feliz entre conteúdo e estilo."
Daily Mail

"Um relato brilhantemente conseguido da vida (não terminada) e carreira de Amin... Um sucesso retumbante, e a prova de que o novo romance inglês pode lidar com os grandes temas da política e da história."
Peter Bradshaw, Modern Review

"Um retrato convincente da África moderna — a qual, tal como Amin, é cativante, porém brutal. Foden vai ainda mais longe sobre a natureza do poder carismático, ao descrever a forma como Garrigan se vê arrastado pela "argumentação sofista, a sua língua milagrosa" de Amin."
Edward Smith, Sunday Telegraph

"A caracterização de Amin é altamente convincente, a sua brutalidade infantil e o seu encanto retorcido estão muito próximos da realidade. Ele é uma personalidade claramente actual, fraca quando tentada, impetuosa quando frustrada, imensamente ignorante mas com um brilho fatal de inteligência... Uma estreia imponente."
Hugo Barnacle, Sunday Times

"Compara-se, embora superando, à evocação de Haile Selassie feita por Ryszard Kapucinski no seu romance The Emperor... Transportar a ficção para um território como este deve ser aplaudido. O Último Rei da Escócia é uma estreia auspiciosa para o futuro trabalho de Foden."
Russel Celyn Jones, The Times

"A figura central, e em muitos sentidos o herói, deste poderoso primeiro romance é Idi Amin... Foden ofereceu-nos um retrato sombrio, muitas vezes cómico, de um país e de um lugar dos homens onde "Deus não está a conduzir", num primeiro romance soberbo a demonstrar que é um escritor tremendamente convidativo e promissor."
Paul Pickering, Independent

"A matéria-prima chocantemente surreal do carácter de Idi Amin é posta ao serviço de uma complexa ficção. O Amin de Foden não é apenas um monstro, ele é — misteriosamente — comovedor e quase apelativo, mesmo quando nos apresenta a cabeça cortada de um Arcebispo. Conseguir isto é uma realização genuína e imaginativa."
Maggie Gee, Daily Telegraph

"O Idi de Foden é uma criação aterradoramente interessante. Possui aquela porção de "brilhantismo malévolo" de todos os déspotas."
Paul Bailey, Observer

"Um primeiro romance excelente... A cuidadosa descrição da habituação ao mal, por parte de um homem mentalmente são, transcende o seu cenário africano. Este é, afinal, o grande tema do nosso século."
John Morrish, Independent on Sunday

O Último Rei da Escócia

de Giles Foden

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899520738
Editor: Editorial Magnólia
Data de Lançamento: Janeiro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 234 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 380
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899520738

O livro perturbador

VFontes

Este é um daqueles livros que nos magoa, nos perturba e nos inquieta, porque a ficção se mistura com a cruel realidade do regime de Idi Amin. Uganda é o cenário deste livro, uma terra anestesiada pela figura do seu líder. À medida que a leitura avança, vamos partilhando com a personagem do jovem médico voluntário escocês, esse misto de fascínio inicial e desilusão, que acabará por se transformar em pavor, horror e medo. Este livro dá-nos um excelente retrato da brutalidade do regime de Amin e ajuda-nos a compreender o que líderes despóticos e e obcecados pelo poder podem fazer aos povos africanos e aos seus estados. Esta é uma leitura que queremos que seja rápida, para que o livro se feche e o horror acabe.

SOBRE O AUTOR

Giles Foden

Giles Foden nasceu em Warwickshire, em 1967. Aos cinco anos, mudou-se com a família para África, onde viveram em vários países (incluindo o Uganda) até 1993. Foi durante três anos editor-adjunto do suplemento literário do Times e pertence agora aos quadros do Guardian.
Para além do Prémio Whitbread para Primeiro Romance, em 1998, O Último Rei da Escócia recebeu ainda o Prémio Somerset Maugham, o Prémio Betty Trask e o Prémio Winifred Holtby Memorial. O segundo romance de Giles Foden, Ladysmith (1999), foi aclamado pelo The Times como sendo "uma excelente história de aventuras à antiga, bem como o fascinante relato de um período histórico". O seu mais recente romance, Zanzibar (2002), foi elogiado pelo New Statesman por nos proporcionar "uma leitura fascinante: Wilbur Smith encontra-se com William Boyd nas águas quentes e no ar perfumado de Zanzibar", e foi descrito no Independent on Sunday como "um romance policial, verdadeiramente poderoso e político".

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