O Rio Apagado
SINOPSE
"(…) É como digo, umas mãos onde cabia todo o feitiço do mundo. No extremo do balcão, a olhar para sítio nenhum, fumando, bebendo, a luz a tocar-lhe os cabelos..., nem uma palavra enquanto a tarde escurecia. E eu a fingir que lia o jornal, perdido na música daqueles dedos. Quando entrou o Almirante, sempre de testa enrrugada, disse-lhe: Senta-te e ouve. Mas ele não ouvia. Pôs-se a enrolar uma conversa a propósito de pragas e gafanhotos, depois não sei quê de enfarte, o primo já com três pernas e um quarto na terra da morte, chatices, percebes?, as pessoas envelhecem muito depressa, de repente ficam mordidas pelo medo, a fazer as viagens das desgraças, cheias de lâmpadas apagadas. Não ouvia. Pediu outra cerveja, a chuva descendo a Rua do Conde com leveza de lenha num fogão de sala, e procurou o refúgio do pensamento. Tive a sensação de o ver acostar-se ao cais, diante a neblina, à espera do navio que não chegará. (…)"
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726100676 |
| Editor: | Campo das Letras |
| Data de Lançamento: | abril de 1998 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 206 mm |
| Páginas: | 54 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Instantes de Leitura |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
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| EAN: | 9789726100676 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |