O Mensário do Corvo

de Jorge Carvalheira
Editor: Quasi Edições, abril de 2002 ‧
Se a transfiguração do quotidiano lisboeta e dos costumes dos seus bizarros habitantes é uma das marcas mais perenes nestes textos de Almada, é bem possível que a sua influência se tenha estendido a lugares tão insuspeitos quanto O Mensário do Corvo (Quasi), primeiro livro de Jorge Carvalheira. Carvalheira, um beirão nascido em 1943, já anteriormente publicara alguns textos em antologias relacionadas com a guerra colonial — experiência cuja memória também perpassa aqui, nestes trinta e um curtos capítulos para outros tantos dias do mensário; quanto ao corvo em questão, é bem possível que ele seja um dos dois que se acoitam no brasão alfacinha. O facto é que aqui se revela, de novo, essa vivência surreal e paralela de uma cidade que esconde fenómenos inolvidáveis por entre ecos e aromas africanos — fenómenos como o da galinha dos ovos de oiro, que se torna visita frequente de uma das palmeiras de Java plantadas na Expo'98; ou o do fantasma que regressa ao convívio dos seus amigos, na mesa de sueca do Jardim Constantino.

O Mensário do Corvo

de Jorge Carvalheira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728632687
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Em Nome da Terra
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789728632687
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Jorge Carvalheira

Jorge Carvalheira nasceu na Beira Alta no ano de 1943. Depois do ensino primário, frequentou o Seminário do Fundão para estudar, mas terminou o Ensino Secundário no Liceu Nacional da Guarda, em 1963. Como piloto militar, combateu na guerra colonial, primeiro em Angola e depois na Guiné. Após o afastamento da carreira militar, em 1975, licenciou-se em Letras e fez um mestrado em Cultura Alemã na Universidade Nova de Lisboa, passando a exercer a carreira de professor. Vinte anos mais tarde, regressou aos quadros dos pilotos aviadores, com o posto de coronel, por decisão do tribunal. Desse tempo, há vários textos do escritor em várias antologias da guerra colonial.

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