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O Capitão Veneno

de Pedro António de Alarcon
Editor: Sistema Solar, fevereiro de 2016 ‧
12,00€
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«— Tem Vossa Excelência, senhora condessa, o mau destino de albergar em sua casa um dos homens mais intrincados e inconvenientes que Deus pôs no mundo. Não direi que me pareça um completo demónio; mas que é necessário paciência de santo ou gostarmos dele como eu gosto, por lei natural e pouca sorte, para aguentar as suas impertinências, ferocidades e loucuras. Bastar-lhe-á saber que as pessoas frívolas e pouco assustadiças, com quem ele se reúne no Casino e nos cafés, puseram-lhe o cognome de Capitão Veneno ao ver que está sempre com um humor de basilisco e disposto, por dá cá aquela palha, a que todo o bicho-careta lhe parta a cabeça! Preciso desde já de advertir Vossa Excelência, para sua tranquilidade pessoal e garantia de segurança da sua família, que é casto e homem de honra e vergonha, não só incapaz de ofender o pudor de qualquer senhora, mas excessivamente insociável e arisco perante o belo sexo.» [Pedro Antonio de Alarcón]

O Capitão Veneno

de Pedro António de Alarcon

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898833037
Editor: Sistema Solar
Data de Lançamento: fevereiro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 213 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898833037

Entre o Orgulho e a Rendição

JM

Em O Capitão Veneno, Pedro Antonio de Alarcón constrói uma narrativa leve e irónica centrada numa figura rígida, misógina e obstinada, cuja disciplina quase caricatural é progressivamente posta à prova. O confronto com uma mulher de espírito forte desencadeia um jogo de tensões que expõe, com humor, as fragilidades por trás da autoridade. O livro vive sobretudo do contraste entre personalidade e circunstância. Não procura profundidade psicológica extrema, mas antes um retrato eficaz, conduzido com ritmo e elegância, onde a transformação do protagonista se faz sem peso excessivo. Curto, acessível e bem construído, funciona como uma comédia de costumes com um fundo crítico discreto.

Veneno aconselhado

PAULO JORGE

Novela curta, com bastante substância, divertida, personagens interessantes, uma pequena delícia de livro.

SOBRE O AUTOR

Pedro António de Alarcon

Pedro António Joaquín Melitón de Alarcón nasceu a 10 de Março, de 1833, em Guadix, Espanha. Em 1847 muda-se para Granada para iniciar os seus estudos universitários, mas as dificuldades financeiras da família, levam-no a regressar à sua cidade natal. Embora não tivesse vocação para clérigo, a sua estadia num seminário inicia-o nas lides literárias, levando-o a escrever, entre 1848 e 1849, quatro obras para teatro, que revelaram a sua criatividade e capacidade efabulatória e romântica. Em 1853, decide abandonar a via eclesiástica e rumar para Cádiz, onde virá a dirigir a revista literária El Eco de Occidente, onde incluiu os seus primeiros contos. Em 1853, funda um jornal anticlerical e antimilitarista, que chega a alcançar grande popularidade. Em 1854, encabeça o movimento liberal em Granada, encontrando-se no período mais romântico da sua vida. Em 1859, ingressa voluntariamente no exército e escreve uma série de crónicas sobre cenários de guerra que foram compiladas no livro Diário de um Testigo de La Guerra de Àfrica. Em 1865, casa-se e dez anos mais tarde é eleito membro da Real Academia Espanhola. Um derrame cerebral provoca-lhe a morte, a 19 de Julho de 1891.

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