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O Banqueiro Anarchista

de Fernando Pessoa
Editor: Tinta da China, novembro de 2025 ‧
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O paradigma da ficção em prosa de Pessoa — AMÂNDIO REIS

O Banqueiro Anarchista é um dos poucos textos que Fernando Pessoa publicou em vida e uma das suas obras literárias mais conhecidas, lidas e reeditadas. O conto, publicado em 1922 no número inaugural da revista Contemporanea, sintetiza o sentimento generalizado de cepticismo e pessimismo, bem como um fecundo ímpeto intelectual, do modernismo português.

Esta «sátira dialéctica» ou «redução ao absurdo», como o conto tem sido descrito, assenta numa premissa simples: um homem procura convencer o amigo de que é simultaneamente banqueiro e anarquista. Se a intriga é de uma notável simplicidade, a argumentação é de grande complexidade. O leitor interrogar-se-á, vezes sem conta, sobre onde reside o logro. Talvez volte a ler o conto à procura de uma falha lógica no seu silogismo. Ou talvez se deixe arrastar pelo vértice deste percurso sinuoso à beira de um abismo: os limites escorregadios da linguagem.

EDIÇÃO | NICOLÁS BARBOSA
COORDENADOR DA COLECÇÃO | JERÓNIMO PIZARRO

«O que quer o anarquista? A liberdade — a liberdade para si e para os outros, para a humanidade inteira. Quer estar livre da influência ou da pressão das ficções sociais.»

O Banqueiro Anarchista

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896719869
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 201 x 16 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: Colecção Pessoa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789896719869

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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