O Arquitecto Azul

de Jorge Figueira
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra, dezembro de 2010 ‧
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Este livro nos oferece, fruto de uma visão simultaneamente lúcida e apaixonada, um olhar sobre nós próprios, sobre as vicissitudes da Arquitectura, como arte, como disciplina, mas, sobretudo, como instrumento transformador da realidade. Do pop ao neo-vernacular, da metáfora irónica à revalorização semântica, do oxímoro à alusão escarrapachada, tudo encontra, neste livro de Jorge Figueira, o seu lugar próprio, tudo se rende a princípios de reflexão que, em última análise e por conveniência, se encontram alojados na hospedaria da poética. Há uma proximidade quase familiar para com os temas tratados, mas não há cedências à recriminação, nem à bajulação, como alguém que constata que, para além das afinidades que se vão construindo ao longo da vida, é afinal na própria família que se encontram os melhores amigos, por isso há que tratá-los, aos temas familiares, com isenção. Para quem gosta de Jazz, este livro de Jorge Figueira soa, pois, como uma composição. Tem um compasso firme, dado pelo baixo e pela percussão, que nos ajuda a corporizar os ritmos do tempo. Tem um tema, que vai sendo sucessivamente transformado e retomado ao longo de solos, de improvisos, de orquestrações. O tema é Portugal, é a cultura arquitectónica em Portugal. Não é muito swingado, mas soa maravilhosamente.

“E é desse modo que percebemos então que este livro nos oferece, fruto de uma visão simultaneamente lúcida e apaixonada, um olhar sobre nós próprios, sobre as vicissitudes da Arquitectura, como arte, como disciplina, mas, sobretudo, como instrumento transformador da realidade. Do pop ao neo-vernacular, da metáfora irónica à revalorização semântica, do oxímoro à alusão escarrapachada, tudo encontra, neste livro de Jorge Figueira, o seu lugar próprio, tudo se rende a princípios de reflexão que, em última análise e por conveniência, se encontram alojados na hospedaria da poética. Há uma proximidade quase familiar para com os temas tratados, mas não há cedências à recriminação, nem à bajulação, como alguém que constata que, para além das afinidades que se vão construindo ao longo da vida, é afinal na própria família que se encontram os melhores amigos, por isso há que tratá-los, aos temas familiares, com isenção.
Para quem gosta de Jazz, este livro de Jorge Figueira soa, pois, como uma composição. Tem um compasso firme, dado pelo baixo e pela percussão, que nos ajuda a corporizar os ritmos do tempo. Tem um tema, que vai sendo sucessivamente transformado e retomado ao longo de solos, de improvisos, de orquestrações.
O tema é Portugal, é a cultura arquitectónica em Portugal. Não é muito swingado, mas soa maravilhosamente.”

O Arquitecto Azul

de Jorge Figueira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892600673
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra
Data de Lançamento: dezembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 227 x 227 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 132
Tipo de produto: Livro
Coleção: Olhares
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Arquitetura
EAN: 9789892600673

SOBRE O AUTOR

Jorge Figueira

Nasceu em Vila Real, 1965.
É licenciado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 1992.
É Doutorado em Arquitetura, especialidade Teoria e História, pela Universidade de Coimbra, 2009.
Leciona no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e no Programa de Doutoramento em Arquitetura da FAUP.
É coordenador editorial do serviço de edições do Departamento de Arquitetura da FCTUC, Universidade de Coimbra.
Publicou os seguintes livros: "Escola do Porto: Um Mapa Crítico", Coimbra, eIdIarq, DAFCTUC, 2002; "SMS:SOS. A Nova Visualidade de Coimbra", Coimbra 2003/Edições ASA, 2003, (Concepção e coordenação); "Agora que está tudo a mudar - Arquitectura em Portugal", Caleidoscópio, 2005; "A Noite em Arquitectura", Relógio d'Água, 2007; "Álvaro Siza. Modern Redux", Hatje Cantz, 2008 (editor).
No seu trabalho crítico destaca-se o comissariado de exposições entre as quais: "Europa, arquitectura portuguesa em emissão", Núcleo de Portugal da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007 (co-comissário) e a exposição "Álvaro Siza. Modern Redux", Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2008.
Na área de projeto, colaborou no Centro de Estudos da FAUP, entre 1991 e 1996, onde realizou o Projeto de Reabilitação do Recinto do Palácio de Cristal, o restauro da Concha Acústica e o Restaurante do Palácio de Cristal, no Porto. Tem um projeto, em coautoria, selecionado no "Concurso de Ideias para o recinto da Expo'98", Lisboa, 1993.
Desenvolve desde 1998 o projeto do Campus Universitário em Angra do Heroísmo, nos Açores. Neste Campus realizou, em coautoria, o edifício de Aulas, Auditório e Biblioteca, (1999-2007). Projetou ainda o edifício dos Serviços de Ação Social (2006-2009), o edifício Interdepartamental (em construção) e o edifício da Associação de Estudantes.
Faz parte da representação nacional na Bienal de Arquitetura de S. Paulo, 2009, com um projeto de uma escola para Benguela, Angola.
Fez parte de vários júris, entre os quais, o do Prémio Secil, edição 2006/2007 e o painel de júris para Bolsas de Doutoramento da FCT, em 2009.

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