O 25 de Abril que Novembro Traiu

de Manuel Duran Clemente
Editor: MoDocromia, abril de 2025 ‧
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«[...] Duran Clemente e outros homens como ele, que actuaram numa situação revolucionária e contra-revolucionária muito complexa, estão na história contemporânea deste país, diga-se o que se disser e pense-se e sinta-se a esse respeito o que se quiser sentir e pensar. E se ele é um dos (muitos) derrotados de novembro de 1975, e é-o assumindo-o com toda a lucidez, ele é, todavia, e por maioria de razão, um dos (imensamente mais) vencedores de Abril de 1974. Arriscando-me eu a pensar que será deste 25, o de Abril de 74, e não daquele, o de novembro de 1975, que a História, essa que aprendemos a escrever com maiúscula, se irá lembrar no futuro mais e menos próximo. Nesse sentido, as páginas que tem por diante, caro leitor, são mais uma pincelada no grande quadro que é a gesta de qualquer povo, neste caso, o nosso.»
Do prefácio: Rui Pereira

O 25 de Abril que Novembro Traiu

de Manuel Duran Clemente

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893595565
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 174 x 223 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 228
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789893595565

SOBRE O AUTOR

Manuel Duran Clemente

Manuel Duran Clemente de mãe / "nai" galega e pai beirão nasceu, na quinta de Santa Rita, de sua tia-avó galega, que criou sua mãe em Palença-Casquilho/ Almada, em 28 de junho de 1942.
Sempre se destacou na poesia e na escrita desde a sua escola primária. Viveu a sua infância em Penamacor/Beira Interior, a vinte quilómetros de Capinha / Fundão, terra natal de seu pai, militar de carreira.
Estudou em Lisboa no Instituto dos Pupilos do Exército de 1953 a 1961. Destacou-se com brilho nos seus estudos e formação física e militar. Já aí colaborou em escritos e foi galardoado, com 16 anos, pelo Ministro do Exército com uma menção honrosa num concurso literário. Foi primeiro classificado do seu curso secundário e médio. Foi também comandante do batalhão escolar.
Na Academia Militar venceu o concurso literário entre as Academias Militar de Portugal e de Espanha, com o tema nacional "Camões, o Homem, a Obra e a Época".
Foi multifacetado gestor (diretor ou administrador) no sector militar e sobretudo na área civil em mais de 60 anos.
Conviveu desde muito cedo com futuros e ilustres intelectuais, artistas, poetas e políticos como o seu amigo desde jovens Fernando Mascarenhas e depois nos anos sessenta com Teotónio Pereira, Maria Teresa Horta, Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Lopes, Maria João Seixas, Maria João Pires, José Saramago, João Cutileiro, Carlos do Carmo, João Perry, Maria Carrilho,Vitor Wengorovius, Joel Hasse Ferreira, Rogério Paulo, Eduardo Catroga, Pedro Tamen, Carlos Barbeitos, Daciano Costa, entre outros. Nesse ambiente conheceu a pianista Teresa Cortez Pinto Seixas, com quem casou e teve os seus primeiros dois filhos, André e Frederico. Do segundo casamento com outra pianista, Vera Blanco, nasceu a filha Rita.
Crítico universitário de cinema e literatura.
Presente em 1973 no Congresso da Oposição.
Capitão de Abril - 1973/1974.
Diretor do semanário Voz da Guiné.
Membro do corpo redatorial do "Boletim do MFA" / 5.ª
Divisão/CEMGFA/ órgão quinzenal.
Vice-Presidente e fundador da Associação de Amigos Portugal-Guiné/Bissau.
Fundador e diretor da Associação dos Amigos da Fundação das Casas da Fronteira e Alorna.
Fundador da Associação 25 de Abril. Fundador e ativista do Movimento Cívico "Não Apaguem a Memória".
Fundador e diretor da Associação Conquistas da Revolução e da sua revista trimestral.
Membro do coletivo da Presidência do Conselho P. Paz e Cooperação.
Autarca em Lisboa, assessor e adjunto do Município do Seixal e gestor de suas concessionárias: CDR — Desenvolvimento Regional, Parque Industrial e Ass. Ambiente.
Colaborador da Seara Nova e do Jornal do Fundão.
Redator do semanário Extra.
Autor do livro "Elementos para a Compreensão do 25 de Novembro". Coautor dos livros "30 anos do 25 de Abril", "Livro Branco da 5.ª Divisão" e "De la Revolution des Oeillets au 3ème millénaire".
Autor dos blogues "Omiranteal-mirante" e "ProsaPoética MDC".
Relativamente à sua ação profissional como militar foi galardoado com o grau de cavaleiro da Ordem de Avis (1971).
Pela sua intervenção na conspiração e ação, como capitão da revolução de Abril/74, foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade (2021).

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