No Vértice da Noite

de Adalberto Alves
Editor: Argusnauta, abril de 2008 ‧

O processo poético é frequentemente descrito como desconstrução da linguagem. Parece, à primeira vista, ser justa a ideia, porém parte de uma premissa, no mínimo, questionável: a de que o discurso humano exprime verdadeira realidade, seja de ordem sensível, seja no plano das ideias, este supostamente baseado naquela.
É de pensar-se, por isso, que aqueles que eregem como matriz estética, por excelência, da modernidade poética, a desconstrução da linguagem, não estão afinal, no desenvolvimento da sua oficina poética, a proceder a desconstrução alguma.
A minha modesta obra poética busca uma tendência substantiva: limita-se a questionar incessantemente o Ser usando minimalmente um aparato de atributos adjectivamente traduzíveis.
Homem nascido e vivido no Ocidente, interiormente vivencio o Oriente. Exilado que sou, aqui, pouco em mim reconheço, e pouco sou reconhecido. Disto falam os meus versos...

No Vértice da Noite

de Adalberto Alves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896050351
Editor: Argusnauta
Data de Lançamento: abril de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 169 x 230 x 9 mm
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789896050351

SOBRE O AUTOR

Adalberto Alves

Adalberto Alves nasceu em 1939, em Lisboa, de uma ancestralidade onde se entrecruzam celtas e árabes. Cedo descobriu a orientação das civilizações da Ásia, e nelas encontrou a pátria espiritual. Estudou o Oriente e tem-no vivenciado intensamente, através das inúmeras viagens em que o percorreu. Jurista, poeta e conferencista, tem apresentado comunicações em diversas instituições, nomeadamente universidades, em Portugal, na União Europeia e em países árabes. Tem vasta obra publicada, destacando-se os trabalhos que dedicou ao sufismo e à poesia luso-árabe, alguns deles fazendo parte de obras de referência, estrangeiras e nacionais, da especialidade. O seu contributo para o estudo e divulgação desta vertente do nosso património cultural tem sido inestimável.

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