Na Água do Tempo - Diário

de Luísa Dacosta
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Editor: Edições Asa, junho de 2005 ‧
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"[…] estamos perante motivos esparsamente presentes em todo este diário: o olhar como mediador da consciência; o tempo volvido líquido, "água" e "limos", matéria em dissolução […], ou "poeira"; o sentimento de abandono, de exílio nas "profundezas", acarretando o dúplice movimento de desistência e de pulsão vital […]; a ténue esperança de que a memória possa restituir à "Luz" o sujeito descrente, através de uma narrativa estruturante, que o faça aceder a um renascimento simbólico. […]
O autoconhecimento vai-se tornando objectivo fulcral do escrever (diarístico ou não), religando-se à terra e aos mitos para ordenar o caos das lembranças e restituir à luz vibrante da consciência uma pacificação sem cessar procurada […]. Fim e princípio sobrepõem-se em palimpsesto, e a aguda consciência de si, ser gerado e criado "na água do tempo" e no húmus da memória, prescreve um destino de escrita em abissal busca de si. A esta luz que o diário vai formulando podemos melhor entender que, como em muitos outros textos da diarística universal, a questão central no diário de Luísa Dacosta é a da infindável resposta à pergunta da Esfinge - quem é o Homem? Ela reverbera e modula-se, multímoda, por entre os meandros do tempo, no seu obscuro esplendor."

Na Água do Tempo - Diário

de Luísa Dacosta

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724137216
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: junho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 250 x 300 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras Completas de Luísa Dacosta
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789724137216
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Luísa Dacosta

Luísa Dacosta nasceu em 1927, em Vila Real de Trás-os-Montes. Formou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, em Histórico-Filosóficas. Mas as suas "Universidades" foram as mulheres de A-Ver-O-Mar, que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e de os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga (-Ele não me bate muito, só o preciso) e que, mesmo afeitas, num treino de gerações,às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança! Às mulheres de A-Ver-O-Mar "Deve" a língua ao rés do coloquial. Foi professora do ciclo preparatório e alguma coisa deve também aos alunos: o ter ficado do lado do sonho. Isso a motivou a escrever para crianças. Faleceu a 15 de fevereiro de 2015.

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