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Mulher Procura Companheiro
Editor:
Editora Omega, fevereiro de 2017 ‧
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SINOPSE
Mulher procura companheiro, neste livro de novelas, o ser humano é apresentado em situações, tempos e espaços muito
diferenciados. Em "As plantas do Alberto" acompanhamos homens e mulheres- aqueles que a
sociedade remete para a prateleira e a quem chama de reformas- obstinados na busca daquilo que dá
pelo nome de felicidade. Sente-se que se vai perdendo algo ao longo dos dias, a irreversibilidade da
vida sendo cada vez mais fundo, mas não se desiste de celebrar essa mesma vida. De experimentar
caminhos alternativos. É o que fazem Jaime e a Marieta.
As restantes novelas passam-se em Moçambique, reportam-nos a um tempo de conflitos pessoais gerados pela guerra colonial. Eram homens que iam lutar, mas das companheiras, ai delas, esperava-se que fossem fortes, "a nola oculta e abnegado necessário abnegada, ai delas, esperava-se que fossem fortes," a mala oculta e abnegada necessária ao normal funcionamento de toda a engrenagem militar". E quando elas, inesperadamente, se sentem traídas, substituídas, postas de lado, é ai que se vai pôr à prova a capacidade de sobrevivência destas mulheres, companheiros de militares à força. Que se sentiam na pele "de cruzados a defender o ocidente no seu flaco africano". Beira, Lourenço Marques, Nampula. As teses suicidas do kaulzo e do Jorge Jardim cada vez mais exequíveis.
E, no fim, a pressa em encher os contentores, esses cárceres de madeira onde iam cabendo mãos cheias de sonhos e suor.
Mas também a persistência da luz azul, a grandiosidade cósmica das noites onde só o silêncio tinha voz, o calor que amadurecia as papoias da nossa sede. Depois, o retorno inevitável, porque a vida não ára. E a consciência da mossa mortalidade empurra-nos em prolongamentos de vidas diferentes. Em lugares diferentes.
As restantes novelas passam-se em Moçambique, reportam-nos a um tempo de conflitos pessoais gerados pela guerra colonial. Eram homens que iam lutar, mas das companheiras, ai delas, esperava-se que fossem fortes, "a nola oculta e abnegado necessário abnegada, ai delas, esperava-se que fossem fortes," a mala oculta e abnegada necessária ao normal funcionamento de toda a engrenagem militar". E quando elas, inesperadamente, se sentem traídas, substituídas, postas de lado, é ai que se vai pôr à prova a capacidade de sobrevivência destas mulheres, companheiros de militares à força. Que se sentiam na pele "de cruzados a defender o ocidente no seu flaco africano". Beira, Lourenço Marques, Nampula. As teses suicidas do kaulzo e do Jorge Jardim cada vez mais exequíveis.
E, no fim, a pressa em encher os contentores, esses cárceres de madeira onde iam cabendo mãos cheias de sonhos e suor.
Mas também a persistência da luz azul, a grandiosidade cósmica das noites onde só o silêncio tinha voz, o calor que amadurecia as papoias da nossa sede. Depois, o retorno inevitável, porque a vida não ára. E a consciência da mossa mortalidade empurra-nos em prolongamentos de vidas diferentes. Em lugares diferentes.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898720177 |
| Editor: | Editora Omega |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 229 x 5 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898720177 |
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