SINOPSE
«O IV Governo Constitucional não semeará esperanças vãs. As condições encontradas exigem-lhe que peça sacrifícios. Mas, em contrapartida, não enganará os portugueses. Os sacrifícios que pede são o mínimo exigível para que se estabeleçam as bases realistas do desenvolvimento e do progresso. (...) Os problemas são muitos, os sacrifícios são grandes, mas a esperança é maior». Mota Pinto faleceu na plena força da idade, com 48 anos e apenas onze de vida política.
Nesse período, mostrou uma enorme versatilidade política e o seu percurso caracterizou-se por uma certa originalidade: foi primeiro-ministro do IV Governo Constitucional (o primeiro Governo declaradamente não marxista e o único de iniciativa presidencial que esteve em funções com mandato ilimitado); fez com Mário Soares a única experiência de coligação entre os dois maiores partidos portugueses - Bloco Central - e foi vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa desse Governo (excetuando Mota Pinto, nenhum político em Portugal, depois de ter ocupado o cargo de primeiro-ministro, aceitou integrar, posteriormente, numa posição inferior, outro Executivo); foi o primeiro líder do Grupo Parlamentar do PPD (1975); tornou-se depois deputado independente e «padrinho» da Assembleia da República; foi ministro de governos de partidos diferentes (ministro da Defesa do Bloco Central, pelo PSD, e ministro do Comércio e Turismo de um Governo do PS). Homem de consensos, firme mas afável, com sentido de dever mas desapegado do poder, a ação e o desaparecimento de Mota Pinto tiveram influência relevante na história das primeiras décadas do regime democrático que o 25 de Abril de 1974 tornou possível.
Nesse período, mostrou uma enorme versatilidade política e o seu percurso caracterizou-se por uma certa originalidade: foi primeiro-ministro do IV Governo Constitucional (o primeiro Governo declaradamente não marxista e o único de iniciativa presidencial que esteve em funções com mandato ilimitado); fez com Mário Soares a única experiência de coligação entre os dois maiores partidos portugueses - Bloco Central - e foi vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa desse Governo (excetuando Mota Pinto, nenhum político em Portugal, depois de ter ocupado o cargo de primeiro-ministro, aceitou integrar, posteriormente, numa posição inferior, outro Executivo); foi o primeiro líder do Grupo Parlamentar do PPD (1975); tornou-se depois deputado independente e «padrinho» da Assembleia da República; foi ministro de governos de partidos diferentes (ministro da Defesa do Bloco Central, pelo PSD, e ministro do Comércio e Turismo de um Governo do PS). Homem de consensos, firme mas afável, com sentido de dever mas desapegado do poder, a ação e o desaparecimento de Mota Pinto tiveram influência relevante na história das primeiras décadas do regime democrático que o 25 de Abril de 1974 tornou possível.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896661380 |
| Editor: | Contraponto Editores |
| Data de Lançamento: | outubro de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 234 x 42 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 912 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Biografias
|
| EAN: | 9789896661380 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Completa e minuciosa
Luís B. Santos
É uma biografia essencial sobre um grande português. É deliciosa a minúcia e riqueza de pormenores sobre o biografado, de tal forma que também abrange o meio social em que se inseria e o contxto nacional em cada momento. Não dá vontade de largar a leitura, mas a letra é miúda e são 900 paginas. Obra de enorme fôlego e importância. Um patriota que faleceu cedo demais.
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