Memórias Perdidas de Catarina de Bragança

de Maria João da Câmara
Editor: Sopa de Letras, março de 2012 ‧
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«Quem queira […] entender melhor o mundo tome estas linhas como uma lição. O que me faz pensar que posso ensinar algo a alguém? A decrepitude. A circunspeção. A sabedoria. E a visão muito próxima da inevitável morte. Mas também o ter vivido em dois mundos muito diferentes. Diferentes no clima, nos humores, nas pessoas, nas belezas. Da viagem de ida por mares revoltos ao caminho de volta, lindo e suave, feliz e solitário, por vezes desesperantemente lento, a compasso de mulas e cavalos cansados, por caminhos pedregosos. Da pobreza e da penúria do reino de Portugal à riqueza ofuscante do reino de Inglaterra. […] De tudo vivi. De tudo quero falar. Do riso, do sofrimento e da alegria, da fraqueza e da força. Da saudade e da solidão maior e mais aflitiva, mas também da paixão e da amizade mais profunda e duradoura. Da vida e da morte.»

Memórias Perdidas de Catarina de Bragança

de Maria João da Câmara

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728708689
Editor: Sopa de Letras
Data de Lançamento: março de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 228 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789728708689

Obra interessante

Tiago Manalvo

A autora Maria João Câmara, que já produziu integrantíssimas biografias, traz-nos esta obra uma visão mais pessoal e humana daquela que nascida como aristocrata alentejana, se viu por força de uma Revolução tornada em Infanta de Portugal, e por ditames da política externa teve de ir casar longe do seu país, com o Rei de Inglaterra e da Escócia Carlos II. Dona Catarina viu-se forçada a viver numa sociedade com uma mentalidade absolutamente diferente daquela onde tinha nascido e vivido toda a sua vida, enfrentando uma Côrte que lhe era hostil, e um marido sistematicamente infiel. Ainda assim, Dona Catarina pela sua robustez de temperamento, impôs aos ingleses alguns dos seus hábitos, um deles de tal forma enraizado, que hoje em dia acreditam que foram eles próprios o trouxeram para o Ocidente, algo tão simples como beber chá. A autora, com todos os seus méritos, narra estes e outros interessantes episódios.

Leitura do livro

Virgínia Raimundo

Um livro que se lê num fôlego, as palavras são simples, tornando-o entusiasmante. Descobrimos como uma princesa cheia de sonhos e inocente se transforma numa rainha que se contenta com muito pouco na vida privada. Gostei imenso e recomendo para quem gosta deste tipo d elivros

SOBRE O AUTOR

Maria João da Câmara

Maria João da Câmara é doutorada em História pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Autora de vários trabalhos científicos na área da História e dos Arquivos de Família, além dos romances Um Príncipe Quase Perfeito, Crónica de Amor e Mar, O Pecado e a Honra e Memórias Perdidas de Catarina de Bragança, publicou os ensaios Orey: Uma Família, Uma Empresa e Cristo Rei, Espiritualidade e História. São ainda da sua autoria as seguintes biografias: Pedro de Figueiredo (1657 1722) – Uma Biografia; João Branco Núncio (1901 1976) e Maria José Nogueira Pinto, Uma Vida Invulgar.

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