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Maurice

de E. M. Forster
Livro eBook
Editor: Edições Asa, agosto de 2021 ‧
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Da adolescência aos anos da universidade, em Cambridge, e à vida profissional na firma do seu pai, Maurice Hall representa o papel do homem inglês convencional. Mas por baixo da fachada de conformidade, Maurice sonha poder libertar-se das amarras da sociedade e assumir a sua verdadeira identidade.

O primeiro amor de Maurice, Clive Durham, apresenta-o aos gregos antigos e à beleza da atração pelo mesmo sexo. Para Clive, a relação entre os dois é uma forma elevada do amor, uma relação puramente platónica, sem espaço para intimidade física.

Quando Clive casa com uma mulher, Maurice fica devastado. Incapaz de seguir o mesmo percurso, procura um hipnotista que o possa curar da homossexualidade. Neste confronto entre solidão, vergonha e busca pela felicidade, Maurice acaba por se revoltar contra as regras tácitas da sociedade em que vive.

«Notável pela sua beleza enquanto obra literária, mas também pela sua coragem.»
The New Yorker

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Feliz Mês do Orgulho!

Talvez a sigla ainda não fosse tão inclusiva, no tempo em que se escreveram estes livros. O mais certo é que não houvesse bandeira, sequer. Mais uma razão para serem corajosos, estes autores e autoras que falaram abertamente sobre homossexualidade, num tempo em que o tema era um absoluto tabu. Sinais de Fogo À medida que avançamos na leitura de um dos romances maiores da literatura portuguesa, vamos pensando como foi capaz o seu autor de escrever com tamanha clareza e arrojo sobre tantos temas controversos. Bem sabemos que o livro foi publicado após a sua morte, e já num tempo em que a democracia dava os seus primeiros passos em Portugal. Mas não lhe tira o mérito, até porque o respeito pela identidade sexual de cada um não surgiu como um relâmpago após a revolução de abril. Jorge de Sena, neste romance de construção de identidade, fala abertamente de uma sexualidade muito fluida entre os rapazes veraneantes no ano de 1936 na Figueira da Foz. Nada é estanque, nada é preto no branco, e o desejo impera, numa época em que se ouvem os estilhaços da Guerra Civil Espanhola, mas onde a praia, as aventuras de Verão e os namoros parecem sobrepor-se a tudo isso. QUERO LER!








  Maurice «És a única pessoa bela que vi na vida. Adoro a tua voz e tudo o que tem a ver contigo, até as tuas roupas ou a divisão onde estás sentado. Adoro-te.» Perdão, mas não resistimos a repetir esta belíssima frase do livro de Forster. É o caso de outro belíssimo romance que foi apenas publicado a título póstumo, já que o autor acreditava que nenhuma editora iria aceitar esta história de amor entre Maurice e Clive. Os dois rapazes vivem na conservadora Inglaterra dos inícios do século XX, altura em que a homossexualidade era vista como uma doença e um crime, levando ora para o manicómio, ora para a prisão. Ou, em alguns acasos, para ambos os lugares. Maurice é uma história, ainda assim, de uma leveza surpreendente, dados os temas que contém e a época em que foi escrito. Leveza no bom sentido, a fazer lembrar o amor adolescente, o sonho de uma vida feliz e a ideia de que o amor, venha ele de onde vier, é o melhor sentimento do mundo. QUERO LER!

  Satânia Mantemo-nos no início do século XX, mas agora vamos falar de amor no feminino. Esta obra, de uma autora muito cancelada pelos seus contemporâneos, é de uma coragem extrema, ao falar sobre a atração sexual entre mulheres. É certo que o faz de forma velada, nada é explícito e podemos sempre discordar de uma interpretação que nos diga que nem Margarida, na primeira novela, nem Clara, na segunda, demonstram mais do que uma leve sombra do desejo. Mas, quanto mais não seja pela forma explícita como fala da sexualidade feminina, Judith Teixeira eleva o desejo da mulher a um nível que não era, de todo, comum para a época. QUERO LER! Diário do Ladrão Avançamos algumas décadas e vamos para um dos mais rebeldes autores franceses. Jean Genet era uma personagem por si só: vivia no limite da lei, nas franjas da sociedade, arriscamos a dizer que no limite, também, da própria realidade. Diário do Ladrão poderia bem ser autobiográfico, uma vez que Genet esteve preso por roubo. O protagonista do livro entrega-se ele próprio a uma vida de vício, imergindo num mal total, alheio à sociedade a que não quer pertencer, numa decadência que é ela própria a cara da Europa no pós-guerra. Aqui, o sexo surge como pulsão a que não se consegue resistir, voz de instinto, cena de prostituição, pederastia, imerso em locais de passagem, sem terreno para se fixar. Genet, o “Anjo Caído”, é considerado por muitos como uma das principais vozes deste amor sórdido e clandestino. QUERO LER!

Maurice

de E. M. Forster

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892351872
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: agosto de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 243 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789892351872

SOBRE O AUTOR

E. M. Forster

E. M. Forster (1879-1970) é sobretudo reconhecido e admirado por obras como Um Quarto com Vista (1908), Howards End (1910) e Passagem para a Índia (1924), e pela controversa publicação póstuma de Maurice (1971), romance que desvenda e exalta o amor homossexual. Da adolescência no Surrey aos estudos no King’s College e à sua ligação ao Grupo de Bloomsbury, cedo se norteou pela crença na plena realização e na liberdade do homem, capaz de desarmar as hipocrisias do puritanismo e da sociedade britânica da época. Pacifista e objetor de consciência na Primeira Guerra Mundial, fez serviço cívico na Cruz Vermelha e visitou o Egipto, tendo travado amizade com o poeta Konstandinos Kavafis em Alexandria. Foi membro da Union of Ethical Societies e famoso pelas suas intervenções na rádio em defesa de reformas sociais e da liberdade de expressão.

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