Império, Mito e Miopia

Moçambique como invenção literária

de Francisco Noa

editor: Editorial Caminho, abril de 2003
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A literatura colonial, para muitos uma "pseudo-literatura" ou uma literatura "imoral", possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade — os helénicos e os "bárbaros", os cristãos e os "pagãos", os muçulmanos e os "infiéis", os civilizados e os "primitivos" ou "selvagens", os desenvolvidos e os "subdesenvolvidos".
Império, Mito e Miopia — Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial — não é esse o objectivo —, mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.

"Obra fundamental para os moçambicanos conhecerem melhor uma zona de sombra (mas não apenas sombria) da sua história (não só literária). Noa enfrenta aqui essa tão fatal e frequente 'demissão da história' com a coragem dos estudiosos com futuro."
in, Expresso, 20 de Setembro de 2003

Império, Mito e Miopia

Moçambique como invenção literária

de Francisco Noa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722115193
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 144 x 208 x 35 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 424
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789722115193
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Francisco Noa

Francisco Noa em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa. Ensaísta, crítico literário e professor em universidades moçambicanas e no estrangeiro. Investigador associado na Universidade de Coimbra, em Portugal. Foi diretor e investigador do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança (CESAB), em Maputo. É, desde 2015, reitor da Universidade Lúrio, em Moçambique. Foi Prémio BCI de Literatura de 2015. Tem feito parte de júris nacionais e internacionais, foi membro do júri do Prémio Camões e do Prémio Oceanos. É autor de várias obras ensaísticas, nomeadamente Uns e Outros na Literatura Moçambicana – Ensaios (2016); Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a literatura e o mundo (2012); A Letra, a Sombra e a Água. Ensaios & Dispersões (2008); Império, Mito e Miopia. Moçambique como invenção literária (2002); A Escrita Infinita (1998); Literatura Moçambicana – Memória e Conflito (1997).

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