Homenagem à Realidade

de Cruzeiro Seixas
idioma: português do brasil
Editor: Escrituras, julho de 2005 ‧
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"A obra de Cruzeiro Seixas", explica Floriano Martins no prefácio desta edição, "está ligada intrinsecamente ao Surrealismo, a esta 'vida de imaginação', a este 'certo poder de repulsa e de obstinação'. Trata-se de uma poética de provocação de si mesma, de desafiar-se ao chafurdar no lodaçal da própria existência, desafiar-se a mostrar onde se ocultam o mistério e o erotismo que anunciam as imagens que saltam magicamente de seus versos".
Nas palavras do poeta Cruzeiro Seixas: "Sei que sou uma figura que fica no limiar das coisas. Para lhes não quebrar o encanto! Conheço os meus limites; este limiar é a minha mais longa viagem. E pergunto: haverá algo para além do limiar das coisas?(...) Nunca chamei sobre mim outro peso de responsabilidade que não este, de me reconhecer como um erro, o que já não é pouco para as minhas forças. Erros meus, mas erros que são a minha própria obra. Homenagem à realidade traz, ainda, cartas de Cruzeiro Seixas a Floriano Martins.

Homenagem à Realidade

de Cruzeiro Seixas

Propriedade Descrição
ISBN: 9788575311646
Editor: Escrituras
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Português do Brasil
Dimensões: 139 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 159
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9788575311646
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Cruzeiro Seixas

Decano da arte portuguesa e um dos grandes nomes do Surrealismo português e europeu, Artur do Cruzeiro Seixas nasceu em 1920, na Amadora. No seu longo percurso artístico, conta com uma fase expressionista, outra neo-realista e outra, com início no final dos anos 40, mais prolongada, em que integra o movimento Surrealista Português, ao lado de Mário Cesariny, Carlos Calvet, António Maria Lisboa, Pedro Oom ou Mário Henrique Leiria. Foi um dos seus precursores e atualmente é considerado um dos seus máximos expoentes, considerando-se que o surrealismo fantástico visível na sua obra tenha tido como principal inspiração o trabalho do artista De Chirico. É autor de um vasto trabalho no campo do desenho e pintura, mas também na poesia, escultura e objectos/escultura. No ano de 1952, foi viver para Angola, onde realizou várias exposições individuais e projetos na área da museologia. Em 1964, fugindo da guerra colonial que se vivia, decidiu empreender uma viagem pela Europa. No seu percurso conta inúmeras exposições individuais e coletivas em importantes museus e galerias, em Portugal e no estrangeiro, e com diversos prémios e distinções. Em outubro de 2012, a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu-lhe a Medalha de Honra em forma de reconhecimento pela sua longa e sólida carreira artística, como pintor e poeta. Em outubro de 2020 foi agraciado pela Ministra da Cultura, com a Medalha de Mérito Cultural, "reconhecimento institucional, mas é também um reconhecimento pessoal de alguém que se junta aos muitos que o admiram e que em si reconhecem um olhar que sempre viu mais longe e mais profundo". Morreu a 8 de novembro de 2020, em Lisboa, prestes a completar 100 anos.

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