SINOPSE
Esta é uma pequena história de Portugal, esse país sem problemas de consciência, com uma memória selectiva, ao mesmo tempo sincera e senil.
É uma história de cruzamento de ideias, de confrontos de perspectivas. Eu não estou em lado nenhum, neste livro. Ou então estou em todo o lado.
A questão do racismo é sempre um poço sem fundo. Incómoda, urgente, com ramificações que tocam a todos, profundamente. A minha relação com o nosso passado colonial é múltipla. Eu próprio nasci em Moçambique, rodeado de empregados e privilégio colonial.
Depois veio logo o 25 de Abril, essa tábua rasa a um tempo gloriosa, mas que nos oculta a história e nos iliba de qualquer culpa. Depois veio a primária em que aprendemos a hostilidade contra os espanhóis, e depois o liceu em que nos forçaram os Lusíadas pela goela abaixo. Este livro é talvez o paté resultante.
A esperança é que sofre.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898363480 |
| Editor: | Chili com Carne |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 164 x 230 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 100 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Banda Desenhada
>
Novela Gráfica
|
| EAN: | 9789898363480 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Guerra colonial em BD
António Afonso
Uma das mais recentes obras de um dos mais originais criadores portugueses de BD, tem na sua génese as entrevistas feitas pelo autor a quatro ex-combatentes anónimos do ultramar e é fruto das narrativas feitas pelos mesmos. A base é real, mas acaba por se deslocar para um lado ficcional, fruto da estratégia intencional do autor em baralhar os factos. É uma narrativa feita de dor, culpa, ódios, racismo, sobre um passado colonial, não muito distante. Esta obra foi realizada com o apoio do Ministério da Cultura de Portugal, através de uma bolsa de criação literária da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
O (re)contar de experiências
João R. Marques
Gostei do modo como o autor aborda temas sensíveis como a guerra, a PIDE, racismo e colonialismo. O estilo de narrativa gráfica de Sousa Lobo mantém-se com o seu cunho muito pessoal. Um (re)contar de histórias de um Portugal que é de todos nós, com pouca memória coletiva e muito seletiva.
extremos, extremos e mais extremos.
Nuno Leão
O que mais impressiona netse livro é o ritmo da história e a forma como nos mostra as personalidades de cada um no argumento com quadros cómicos no meio de uma história tudo menos cómica. É um livro sobre meios termos num país (não só o nosso, mas este livro passa-se cá) cada vez com menos disso: extremos, extremos e mais extremos.
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