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Filosofia Felina

Os gatos e o sentido da vida

de John Gray
Livro eBook
Editor: Editorial Presença, novembro de 2021 ‧
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«Os seres humanos não se podem transformar em gatos. Contudo, se puserem de lado uma qualquer ideia que tenham da sua superioridade enquanto seres humanos, talvez consigam entender como os gatos prosperam sem andarem com interrogações agitadas sobre como viver.»

Nada prova que nós, humanos, tenhamos domesticado os gatos. Na verdade, tudo aponta para que tenham sido os gatos a perceber, em dado momento, o valor que os seres humanos podiam ter para eles.

No seu novo livro, John Gray, um dos nomes maiores da filosofia atual, convida-nos a embarcar numa viagem pela história - filosófica e moral - da nossa relação com estes magníficos animais. A partir dos mais variados exemplos ao longo dos séculos, de Montaigne a Schopenhauer, Filosofia Felina revela-nos o fascínio e a complexidade por detrás dos nossos comportamentos e reações perante este inesperado animal de companhia.

É aos gatos, diz-nos John Gray, que devemos estar agradecidos, pois são talvez - e mais do que qualquer outra - a espécie que melhor traduz a nossa própria natureza animal.

«Um livro extraordinário.»
Literary Review

«Um dos mais importantes pensadores da atualidade.»
The Times

«Espirituoso, este é um livro para todos quantos ainda se procuram entender a si mesmos. Terão os gatos coisas para ensinar aos humanos?»
The New York Times

«Tão controverso quanto sério, este livro não parte da tradição moral ocidental. É por isso que merece ser lido, mesmo - e talvez até sobretudo - por quem não gosta de gatos.»
Financial Times

«Juntando histórias e factos sobre gatos e filosofia, John Gray convida -nos a uma reflexão séria sem dizer aos leitores como têm de pensar ou que opinião devem ter.»
Los Angeles Review of Books

«Divertido e inteligente.»
New Statesman

«Uma ode aos gatos, sim, mas percebemos porquê: John Gray revela, no que escreve, ter aprendido com eles tudo o que, não nos querendo ensinar, demonstra.»
Kirkus

«Tão trivial quanto profundo. Tão mordaz quanto terno.»
The Telegraph

«John Gray afia as garras e lança-as, devagar, mas de forma precisa, às ideias que temos de nós mesmos.»
Times Literary Supplement

«Quando brinco com a minha gata, como sei que não é ela que passa tempo comigo, e não eu que passo tempo com ela?»
Montaigne

Urso selvagem 640.jpg

Coração selvagem

O que significa encontrar o selvagem, seja ele um urso, um gato, uma barata ou uma ideia? Estes encontros literários não são apenas físicos, mas também filosóficos, emocionais e até espirituais. Os encontros entre humanos e animais na literatura revelam muito mais do que simples interações entre espécies. Eles levam-nos a questionar a nossa identidade, a nossa superioridade presumida e os nossos instintos mais básicos. Seja na brutalidade de um ataque de urso, na complexidade emocional de cuidar de gatos, na crise existencial diante de uma barata ou na filosofia de vida dos felinos, cada um destes livros convida-nos a repensar a nossa relação com o mundo animal e, por consequência, connosco mesmos. A literatura mostra-nos que os animais não são apenas companheiros ou obstáculos. Nestes quatro livros, o contacto entre humanos e animais assume formas muito diferentes. Em Acreditar nas Feras, há um embate físico e espiritual com o selvagem. Em Todos os Meus Gatos, há um amor que se torna fardo. Em A Paixão Segundo G.H., um colapso existencial que revela o que há além da linguagem. Em Filosofia Felina, uma aprendizagem serena.
Os protagonistas destes livros são confrontados com o mundo animal de maneira simbólica ou real, resultando em experiências transformadoras. Vamos do filosófico ao visceral, do amoroso ao assustador.
O encontro final é o nosso, como leitores. Ler também é um ato de domesticar o selvagem – ao tentarmos compreender, organizar e nomear aquilo que nos escapa.
A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector Este é um dos encontros mais radicais entre humano e animal na literatura. A protagonista, G.H., é uma mulher de classe alta que, ao limpar o quarto da empregada, se depara com uma barata. O que poderia ser um momento trivial desencadeia uma verdadeira experiência mística. G.H., ao matar o bicho, passa por um episódio existencial avassalador. O animal, aqui, é um catalisador para uma profunda crise de identidade, levando a personagem a um estado de dissolução do ego e de confronto com o que há de mais primitivo nela. O encontro é um encontro com o avesso, com o inominável, com o grotesco e o sublime. Todo o livro é, à semelhança da própria barata, sem contorno. A Paixão Segundo G.H. coloca-nos diante do terror do desconhecido e da repulsa pelo que não conseguimos compreender. O livro questiona a separação entre humano e não-humano e sugere que, ao tentar eliminar o que nos incomoda, acabamos por nos deparar com a nossa própria fragilidade. Acompanhamos um colapso de identidade e uma revelação sobre a matéria bruta da vida, ao mesmo tempo que várias perguntas aparecem. O que significa existir? O que há por trás das palavras, dos conceitos, da cultura? Somos confrontados também nós, como leitores, com a barata, somos obrigados a lidar com ela, ao mesmo tempo que GH, numa epifania agonizante.
Clarice Lispector fala do sentimento de lugar, de pertencer de caber. Fala do ódio, do amor, do desejo de matar. Dessa experiência minúscula gigante.
Ao contrário dos outros livros desta lista, A Paixão Segundo G.H. não trata os animais como companheiros ou seres protegidos, mas como representantes do indizível. A barata é o que está fora da ordem humana, o que não pode ser domesticado ou racionalizado. O romance é sobre o confronto com o que existe além da linguagem. COMPRO NA WOOK! » Acreditar nas Feras, de Nastassja Martin Em Acreditar nas Feras, a antropóloga francesa Nastassja Martin narra uma experiência real e transformadora: o seu encontro direto com um urso selvagem nas montanhas da Sibéria. Em 2015, Martin foi atacada por um urso que quase lhe tirou a vida – e que a desfigurou gravemente, mas que, por razões que apresenta como quase míticas, a poupou da morte.
Neste livro, o embate com o urso é literal e simbólico – uma fusão entre humano e animal que dissolve fronteiras. O encontro é brutal e o momento não se encerra no ataque – pelo contrário, torna-se um ritual de passagem que redefine a autora e a faz repensar os limites entre humanidade e animalidade.
Nos povos habitantes da região onde ocorreu o ataque, há uma crença de que quem sobrevive a um encontro tão próximo com um animal selvagem se torna um miedka – uma criatura que pertence a dois mundos, o humano e o animal. A autora vê-se dividida entre esses dois polos: enquanto a sua face mutilada se reconstrói aos poucos, a sua identidade também se fragmenta e se reconfigura. O urso marcou-a fisicamente e simbolicamente, tornando-se parte dela, que carrega para sempre a marca da fera. Acreditar nas Feras é ao mesmo tempo um estudo antropológico e uma jornada pessoal de metamorfose. Martin mistura memória, reflexão antropológica e poesia para narrar essa transformação. Acompanhamos as estações do ano e a sua recuperação dolorosa no hospital. O livro desafia a visão ocidental tradicional da separação entre Homem e Natureza, sugerindo que essa fronteira é ilusória. O texto, por vezes febril, evoca a selvageria e a espiritualidade, levando o leitor a um estado quase onírico. A obra é uma profunda meditação sobre o que significa ser humano quando se vive à beira da animalidade. COMPRO NA WOOK! » Todos os Meus Gatos, de Bohumil Hrabal Nesta obra autobiográfica, o escritor checo Bohumil Hrabal narra a sua intensa e, por vezes, dolorosa relação com os gatos que vivem na sua casa de campo. Este autor, conhecido pelo humor mordaz e, até, impiedoso, e pela prosa crua, destila neste livro uma ternura inesperada e desesperada. No início, Hrabal descreve a sua conexão profunda com os gatos, o seu comportamento e a forma como eles lhe trazem conforto. No entanto, à medida que o número de gatos cresce, a alegria dá lugar à angústia. Ele vê-se incapaz de cuidar de tantos gatos e precisa de tomar decisões dolorosas para evitar que a situação saia do controlo. Aqui, o amor pelos animais confunde-se com culpa e impotência. À medida que os gatos se multiplicam e que os desafios de cuidar deles aumentam, o tom do livro muda. O livro transforma-se num drama existencial, onde a relação entre homem e animal revela as contradições do cuidado e do abandono.
O que começa como um relato afetuoso da vida ao lado dos gatos transforma-se num estudo sobre os dilemas morais que surgem ao tentar cuidar de animais num mundo imperfeito. Hrabal não idealiza os gatos, nem a sua relação com eles: há momentos de exaltação, mas também de angústia, especialmente quando precisa de tomar decisões difíceis. Todos os Meus Gatos retrata como os seres humanos projetam as suas emoções nos animais e, muitas vezes, se perdem entre afeto e sofrimento, e expõe as contradições do amor pelos animais – capaz das maiores ternuras, mas também de nos colocar frente a frente com a nossa impotência e falibilidade.
Todos os Meus Gatos não é um livro doce. É um relato incómodo sobre as limitações humanas diante da Natureza e da responsabilidade. A relação do autor com os seus gatos oscila entre a devoção e o desespero, mostrando que o amor por um animal pode ser tão intenso e torturante quanto qualquer relação humana.
Há a lenda de que Hrabal morreu ao cair de uma janela, enquanto tentava dar de comer aos pombos. Um último gesto de ternura pelos animais. Como se as verdadeiras feras, para ele, sempre tivessem sido as pessoas. COMPRO NA WOOK! » Filosofia Felina, de John Gray O filósofo britânico John Gray convida-nos a ver os gatos como professores sábios em Filosofia Felina – Os Gatos e o Sentido da Vida. Gray defende que as questões eternas sobre o propósito da vida e a felicidade podem ter respostas tão válidas vindas dos gatos quanto dos pensadores humanos. Fascinado pela maneira despreocupada e autêntica como os gatos vivem, ele propõe neste livro um guia para uma vida mais autêntica e sossegada, inspirado na sabedoria dos gatos. Gray combina reflexões de grandes filósofos com observações do comportamento felino, mostrando como os gatos, alheios às ansiedades e ambições humanas, têm muito a ensinar-nos. O resultado é um ensaio leve e profundo ao mesmo tempo, que encanta amantes de gatos e faz qualquer leitor refletir sobre como levar uma vida menos stressante e mais verdadeira (quem sabe, com um pouco mais de indiferença aristocrática felina em relação aos problemas mundanos). Enquanto os humanos se angustiam com o sentido da existência, os gatos simplesmente vivem – e, segundo Gray, há uma sabedoria nisso. O livro convida-nos a observar os felinos não como meros animais de estimação, mas como seres que têm muito a ensinar sobre liberdade, independência e prazer na simplicidade. Gray analisa pensadores como Schopenhauer e Montaigne para argumentar que talvez devêssemos abandonar as nossas preocupações existenciais e adotar um modo de vida mais próximo ao dos gatos: livres do tormento do passado e do futuro, vivendo apenas o presente. O livro apresenta-se como um pequeno tratado filosófico sobre o que significa viver bem, inspirado pelo comportamento dos gatos. Ao contrário dos outros livros desta lista, que mostram o encontro entre humanos e animais como um choque transformador, Filosofia Felina propõe uma convivência tranquila e harmoniosa. É um ensaio leve, mas cheio de provocações filosóficas. COMPRO NA WOOK! »

Filosofia Felina

Os gatos e o sentido da vida

de John Gray

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722368070
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: novembro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 231 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Coleção: Não Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789722368070

Sabedoria dos gatos

Pedro

Neste livro, o filósofo John Gray explora as lições que podemos aprender com os nossos amigos gastos, que vivem sem ilusões, autoenganos ou buscas imaginárias. Gray analisa a natureza felina e a compara com algumas das maiores questões da humanidade, como a felicidade, a ética, o amor, o tempo e a morte. Ele mostra que os gatos têm uma forma de encarar a realidade que é mais sábia e serena do que a nossa, e que podemos nos inspirar neles para viver melhor.

Divertido

Ricardo Reis

O filósofo John Gray brinca com a história da filosofia servindo-se da personalidade dos gatos. É um livro obrigatório para quem ama filosofia e...gatos!

Para quem gosta de gatos e não só

PM

Temos muito que aprender com os gatos. Recomendo vivamente a leitura deste livro.

Gatosofia

Teresa

Um outro olhar sobre os gatos e a forma como marcam a nossa vida. Estimulante.

O que significa viver uma boa vida?

Moisés Pampim.

Um livro muito interessante, uma vez que agarra a perspectiva de vivência e também convivência dos gatos e a compara com os humanos. É um livro pequeno, sucinto e muito bom de se ler. É delicioso algumas histórias reais que o autor partilha com os leitores acerca do impacto que os gatos podem ter na vida das pessoas. Se simplificássemos e relativizássemos mais, a vida em geral seria muito melhor e, no fundo, mais calma. Aconselho vivamente!

SOBRE O AUTOR

John Gray

John Nicholas Gray (nascido 17 de abril de 1948) é um filósofo político Inglês. Foi professor da Escola de Estudos Europeus na Faculdade de Economia e Ciência Política de Londres. É colaborador regular do The Guardian, The Times Literary Supplement e o New Statesman.
Autor de vários livros importantes, escreveu vários livros influentes, incluindo False Dawn: The Delusions of Global Capitalism (1998), onde argumenta que a globalização do mercado livre é um projeto iluminista instável atualmente em processo de desintegração, em Sobre Humanos e Outros Animais (edição Portuguesa, 2007) , ataca o humanismo filosófico, uma visão do mundo que potencia as ideologias religiosas extremistas e em Black Mass: Apocalyptic Religion and the Death of Utopia (2007), faz uma crítica ao pensamento utópico do mundo moderno. Gray considera que a moralidade é uma ilusão e retrata a humanidade como uma espécie voraz determinada em exterminar outras formas de vida. Gray escreve que "os seres humanos ... não pode destruir a Terra, mas podem facilmente destruir o meio ambiente que os sustenta.".

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