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Ficciones del Interludio

de Fernando Pessoa

idioma: espanhol
editor: ALIANZA, janeiro de 2016
Lejos del cliché que gusta de incluir a Fernando Pessoa (1888-1935) dentro de los genios que padecieron el silencio, la incomprensión o el fracaso a lo largo de su existencia, el volumen de composiciones que el poeta dio a la imprenta, especialmente en publicaciones periódicas, demuestra la consideración de que fue objeto. "Ficciones del interludio" -título tomado asimismo de un proyecto del autor que no llegó a ver la luz- reúne toda la obra poética dispersa que Pessoa publicó en vida. Puede considerarse también, así, desde el momento en que todos los textos fueron entregados voluntariamente para su publicación, una antología seleccionada por el propio autor que, abarcando más de veinte años de su existencia, recoge poemas firmados por el propio Pessoa, así como por sus heterónimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis y Alberto Caeiro. Prólogo y traducción de Manuel Moya

Ficciones del Interludio

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9788491042143
Editor: ALIANZA
Data de Lançamento: janeiro de 2016
Idioma: Espanhol
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Coleção: Albumes Espasa
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias Livros em Espanhol > Literatura > Poesia
EAN: 9788491042143
Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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