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Fedra de Jean Racine

de Jean Racine
Editor: Quetzal Editores, junho de 2022 ‧
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Fedra, filha de Minos e Pasífaa, é mulher de Teseu, rei de Atenas. Apaixona-se por Hipólito, seu enteado, filho de Teseu e Antíope, rainha das Amazonas. Esta terá incutido na sua sucessora a paixão pelo filho.
Hipólito não corresponde aos sentimentos de Fedra. Ele ama Arícia, uma princesa prisioneira, a quem, por razões de Estado, está impedido de se ligar. Fedra, na ausência de Teseu e julgando-o morto, revela o seu amor por Hipólito, mas Teseu regressa. A rainha tenta justificar-se e acusa o enteado de a ter seduzido. Tomado pela cólera, Teseu pede aos deuses que matem o filho. Sem conseguir viver com o remorso, Fedra suicida-se.

Esta é uma das mais importantes traduções de Vasco Graça Moura - profundo conhecedor da obra de Jean Racine, autor cimeiro da tragédia clássica francesa - que volta a estar disponível, numa edição bilingue como a inaugural. A Fedra, que marca o início da recuperação de todas as traduções de Graça Moura do teatro clássico francês, seguir-se-ão novas edições de Andrómaca e Berenice.

Fedra de Jean Racine

de Jean Racine

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897228278
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: junho de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 238 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Coleção: Textos Clássicos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897228278
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Classe de um Clássico!

Pedro Isidoro

Obra incrivelmente bem estruturada de um ponto de vista politico e social. O que se passa nesta obra serve de exemplo para a atualidade, pois como se vê logo no início da peça (com a informação de que Teseu havia morrido), são de imediato trazidas ao de cima duas paixões: reprimidas e proibidas; uma que Fedra estava loucamente apaixonada pelo seu enteado e outra que Hipólito também estava apaixonado por Arícia, sobrinha de Teseu e inimiga deste por causa dos seu laços de sangue e das consequências que poderiam dali advir. Toda a obra se desenrola em volta destes dois vetores (que levam à catástrofe). Do ponto de vista politico, esta obra diz-nos que não se devem tomar decisões precipitadas, ou seja, sem ouvir todas as partes, com reflexão e sem preconceitos, para que com isso se possa melhor decidir. Do ponto de vista social, nós verificamos que reprimir desejos por estes poderem ser incompreendidos, ou moralmente repelidos pelas sociedades, quer seja culturalmente ou devido aos poderes vigentes; são naturalmente receita para um mau resultado.

SOBRE O AUTOR

Jean Racine

Jean Racine (1639-1699) foi poeta, dramaturgo e historiador. Teve uma ascensão meteórica e uma carreira brilhante. Em 1677 abandonou o teatro e foi nomeado historiógrafo do rei Luís XIV. A par de Pierre Corneille, Jean Racine é um dos mais importantes homens do teatro francês e europeu do século XVII e o expoente máximo da tragédia clássica francesa.

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