Espiões em Portugal Durante a II Guerra Mundial

Como o nosso país se tornou num ponto de passagem de agentes ingleses e alemães

de Irene Flunser Pimentel
Editor: A Esfera dos Livros, novembro de 2013 ‧
Entre Lisboa e o Estoril, nos lobbies de entrada e nos bares dos hotéis como o faustoso Hotel Palácio ou o Hotel Atlântico, circulavam, durante a II Guerra Mundial, espiões dos principais campos beligerantes, Alemanha e Grã-Bretanha, mas não só. Também os serviços secretos italianos, franceses, norte-americanos, e ainda polacos, checos e romenos, e até soviéticos, atuaram em Portugal, e nas suas Ilhas atlânticas e nas suas colónias de África, na Índia e em Timor. Enquanto o resto da Europa estava a ferro e fogo, Portugal, durante a II Guerra Mundial, foi «terra franca» para os serviços de propaganda e espionagem e palco de alguns episódios verdadeiramente novelescos como a tentativa de rapto dos duques de Windsor pelo SS Walter Schellenberg, dos serviços secretos alemães. A historiadora Irene Flunser Pimentel, autora do livro Os Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial, traz-nos uma investigação única, baseada em documentos inéditos até agora mantidos em segredo, que nos revelam como o nosso país foi, graças à sua neutralidade e situação geográfica, um local importante de plataforma de negociações políticas, bem como de trocas de informações, comerciais, económicas e financeiras, entre os dois lados beligerantes. A situação atlântica, quer de Portugal, quer das suas ilhas e colónias, fez com que a principal espionagem, de ambos os lados, fosse a deteção de comboios de navios, para serem objeto de bombardeamentos aéreos ou de submarinos. Pelo nosso país passaram agentes secretos como os agentes duplos, do XX Comiittee, Juan Pujol, mais conhecido por «Garbo» e Dusko Popov, nome de código «Tricycle», que conseguiriam enganar os alemães sobre o verdadeiro destino do desembarque aliado na Europa, em junho de 1944, desviando as suas atenções das praias da Normandia, onde ele ocorreu realmente, para a zona do Pas-de-Calais. Popov terá ainda fornecido informações aos serviços britânicos do possível ataque a Pearl Harbour. Também o escritor e agente secreto inglês Ian Lancaster Fleming se alojou no Estoril ao serviço do Naval Intelligence Department, e terá sido neste ambiente de guerra e espionagem que se inspirou para criar a figura de James Bond. Mas também os portugueses, quer os elementos da Legião Portuguesa quer os da PVDE, se viram envolvidos nas teias da espionagem estrangeira, chegando mesmo a estar ao serviço, à vez ou em simultâneo, dos dois campos beligerantes.

Espiões em Portugal Durante a II Guerra Mundial

Como o nosso país se tornou num ponto de passagem de agentes ingleses e alemães

de Irene Flunser Pimentel

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896265069
Editor: A Esfera dos Livros
Data de Lançamento: novembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 236 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 536
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789896265069

Um Retrato Intrigante da Espionagem em Portugal

Pedro Martins

Irene Flunser Pimentel revela com maestria como Portugal se tornou um palco central para espiões durante a II Guerra Mundial, oferecendo uma visão detalhada e cativante deste período. Leitura essencial para entusiastas de história e espionagem.

Narrativa envolvente e bem pesquisada

Paulo Fonseca

Uma obra fascinante que revela o papel crucial de Portugal na rede de espionagem durante o conflito. Irene Flunser Pimentel oferece uma narrativa envolvente e bem pesquisada, tornando este livro uma leitura indispensável para entusiastas de história.

Espiões em Portugal Durante a ll Guerra Mundial

Cesário Azevedo

A magia da escrita e o poder de uma narrativa apaixonante, que nos cativa da primeira á última página.

No difícil mundo da espionagem

Fernando Santos

Magnífico relato do que foram os anos da 2ª Guerra Mundial em Portugal. Uma neutralidade difícil de gerir. Espionagem e poderes ... um equilíbrio difícil

Um excelente olhar historiográfico.

Rafael Carvalho de Oliveira

Irene Pimentel traz-nos um olhar pertinente sobre a dualidade e habilidade de Salazar na condução da Diplomacia Portuguesa durante o conflito da IIªGuerra Mundial, bem como a importância e do ambiente vivido nos "Jogos de Espionagem" na Costa do Sol. Afinal, a ideia do James Bond nasceu em Portugal.

Realidade Histórica

João Golaio

Um livro imprescindível para perceber muitas passagens da nossa história no contexto da 2ª Grande Guerra e como estivemos tão envolvidos na mesma. Leitura que me transportou para uma realidade que gostaria de ter vivido e quem sabe eh eh conhecer o famoso James Bond.

Incrivel

Nuno Silva

Inacreditavel como o nosso pais se tornou no centro da espionagem europeia naquela época, assim como o jogo que Salazar fez em ambos os lados.

Imaginario!

António Carrelha

Como uma boa história de espionagem, mas real. Ficamos com desejo de ter vivido nessa época. Não custa a acreditar que Bond, James Bond, tenha sido imaginado aqui.

Bastante bom

J. Silva

Leitura bastante interessante. Uma nova visão sobre o nosso país e sobre as relações internacionais e negociações politicas daquela época.

SOBRE O AUTOR

Irene Flunser Pimentel

Mestre em História Contemporânea (Século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), autora de História das Organizações Femininas do Estado Novo (2000, Prémio Carolina Michaëlis em 1999), de Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (2006, Prémio ex-aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais em 2007), de A História da PIDE (2007, Prémio Especial Máxima em 2008), de Tribunais Políticos. Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários durante a Ditadura e o Estado Novo, em coautoria com Fernando Rosas, João Madeira, Luís Farinha e Maria Inácia Rezola (2009), de A cada um o seu lugar (2011, Prémio Ensaio 2012 da Máxima), de O Caso da PIDE/DGS (2017), de Holocausto (2020, vencedor do Prémio Fundação Calouste Gulbenkian, na categoria «História da Europa», em 2021) e de Informadores da Pide – Uma Tragédia Portuguesa (2022). Distinguida com o Prémio Pessoa em 2007 e com o Prémio Seeds of Science, na categoria «Ciências Sociais e Humanas», em 2009, e condecorada com a Ordem Nacional da Legião de Honra pelo Governo de França em 2015.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR