Era uma Vez na Tropa

Rescaldos da guerra em desfile de memórias

de Ireneu de Sousa Mac
Editor: Europa Editora, março de 2022 ‧
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E a guerra colonial acabou? Não. Não acabou. Toda a guerra depois de finda ainda vive em nós. Uma guerra não acaba enquanto houver um último sobrevivente e enquanto os familiares ou amigos, que sofreram danos colaterais tiverem memória. A absurdez e perversidade da guerra colonial marcaram a saúde, a personalidade e a carreira do autor, assim como o seu estilo de escrever.

Aqui são retratadas as vivências de um miliciano, em jeito de alter ego, forçado a entrar numa guerra de causas e motivações alheias, em condições muito adversas. Uma guerra sem fundamento, sem preparação e sem solução. Uma guerra para onde foram lançados, à sua sorte e ao seu primário sentido de sobrevivência, milhares de portugueses subtraídos do seu ambiente, esbulhados da normal alegria da juventude.

Os traumas adquiridos para a vida toda, incluindo a culpa do sobrevivente, refletem-se, de certo modo, em alguns relatos. Como bem disse o médico Gerhard Trabert: "Quem sobrevive sente-se culpado por ter sobrevivido e os outros terem morrido". Por ter, quiçá, matado para sobreviver. Num tempo em que outros Estados apontavam esforços ao desenvolvimento das suas próprias metrópoles, visando maximizar o bem-estar dos seus povos, em Portugal, os cabeças de ouro massacravam e a dizimavam a juventude, amputando famílias e traumatizando gerações.

Era uma Vez na Tropa

Rescaldos da guerra em desfile de memórias

de Ireneu de Sousa Mac

Propriedade Descrição
ISBN: 9791220116732
Editor: Europa Editora
Data de Lançamento: março de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 212 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 202
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9791220116732

SOBRE O AUTOR

Ireneu de Sousa Mac

Ireneu de Sousa Mac cresceu numa aldeia da Bairrada, onde nasceu em 1948. Concluída a escola primária, o autor começou a trabalhar na agricultura familiar. Aos 18 anos, pensando num futuro melhor, ingressou num colégio como aluno adulto externo. Em 2 anos, por método e força de vontade, concluiu o 5º ano do liceu com reconhecido êxito. A dois meses do fim do curso (6º e 7º anos), com expetativas de sucesso, o autor foi chamado para a guerra colonial, ficando impedido de concluir o seu projeto. Depois da guerra, trabalhou e estudou, obtendo um bacharelato. Com a experiência como professor na escola regimental de Mansoa, na Guiné, da qual foi cofundador, e como voluntário na escola primária da aldeia na preparação para exames da 4ª classe, o autor dedicou-se ao ensino, com mochila de nómada às costas. Repartindo-se entre trabalho, família com dois filhos e viagens entre Viseu (onde vivia e lecionava de dia), Coimbra (onde estudava, à noite) e Algarve (onde se casara), concluiu, com sucesso e em tempo útil, a licenciatura em Controle de Gestão. Após uma concomitante experiência numa empresa privada, optou pela carreira docente no Ensino Secundário (com incursões na formação profissional privada e como formador de professores estagiários nas ESE de Viseu e Coimbra) e pela família.

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