Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa

de Miguel Real
Editor: Quidnovi, maio de 2008 ‧
Com a publicação de Labirinto da Saudade, 1978 constitui-se como o ano de absoluto triunfo da visão cultural heterodoxa desencadeada em 1949 por Eduardo Lourenço, então com 26 anos. O autor tem agora 55 anos, exilou-se voluntariamente de Portugal, ensinou na Alemanha, no Brasil, em várias cidades de França e escreveu cerca de meia centena de artigos avulsos, coligidos em vários livros.
De proposta considerada fracassada pelo próprio em 1960, a visão heterodoxa, lançada inicialmente contra o domínio omnipotente das ortodoxias católica e comunista, demorou trinta persistentes e solitários anos a afirmar-se e a consolidar-se por via da criação de 1. - uma nova teoria da crítica literária, superando as metodologias biografistas de fundo psicológico, social ou estilístico; 2. - um novo desenho historiográfico das relações entre as duas mais importantes revistas culturais portuguesas da primeira metade do século XX, Orpheu e Presença; 3. - uma nova visão da poesia e do romance portugueses; 4. - uma nova definição do ser português marcado por um «irrealismo prodigioso» e uma «hipertrofia da identidade nacional»; 5. - uma crítica ferocíssima ao predomínio da razão clássica na filosofia em Portugal por via da influência de António Sérgio e da entronização cultural da «Filosofia Portuguesa» por Álvaro Ribeiro; 6. - uma nova teoria da representação, erigindo a «ausência de sentido» do ser, o «nada», e o «sentimento trágico» como motores do pensamento europeu contemporâneo.
Finalmente, em 1978, todas estas teorias pessoais avulsas se cruzam para dar origem a Labirinto da Saudade, um dos mais importantes livros sobre cultura portuguesa publicados no último quartel do século XX.
Dividido em quatro partes, «Questão Cultural», «Questão Estética», «Questão Filosófica» e «Questão Política», Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa evidencia o imenso rasgão cultural produzido pela visão heterodoxa no seio da cultura portuguesa entre 1949 e 2000.

Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa

de Miguel Real

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896280451
Editor: Quidnovi
Data de Lançamento: maio de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 231 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 416
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896280451

SOBRE O AUTOR

Miguel Real

Miguel Real possui uma vasta obra dividida entre o ensaio, a ficção e o drama (neste último género sempre em colaboração com Filomena Oliveira), tendo recebido o Prémio de Revelação nas áreas da Ficção e do Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Ler/Círculo de Leitores, o Prémio da Associação dos Críticos Literários, o Prémio Literário Fernando Namora, atribuído ao romance A Voz da Terra, também finalista do Prémio de Romance e Novela da APE, e o Prémio SPA Autores pelo romance O Feitiço da Índia. É colaborador permanente do JL, onde faz crítica literária. Na Dom Quixote, publicou os romances As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia, A Guerra dos Mascates, O Feitiço da Índia, A Cidade do Fim, O Último Europeu e Cadáveres às Costas, e reeditou A Voz da Terra, tendo ainda publicado os ensaios Nova Teoria do Mal, Nova Teoria da Felicidade, Portugal – Um país parado no meio do caminho, Nova Teoria do Sebastianismo, Nova Teoria do Pecado e Fátima e a Cultura Portuguesa.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR