Depois de Dezembro

de António Carlos Cortez

editor: Licorne, março de 2010
Prémio SPA/RTP para a melhor livro de poesia 2011.
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«Sujeita à erosão provocada pela “água do tempo”, a biografia só pode ser inventada”, e o poema passa a ser o lugar da “solidão implacável”, em que a realidade se reduz à “arte torpe das palavras”, feita sob uma luz “enganadora”. Há como que um paradoxo: por muito que o poeta use uma “lente de aumentar” (a poesia), “a imagem diminui/agora o mundo”. O gradual fechamento não impede, ainda assim, a circulação de certas imagens e temas: a ideia de regresso, o espaço da casa, o amor, o vento, a perda, o rio, a memória.»
José Mário Silva, Expresso

«A propensão que há nesta poesia para a subjectividade é de certo modo posta em suspenso, como se obedecesse à “lição do olhar” a que o autor se refere num soneto que se transcreve aqui parcialmente: “Cesário Verde deu-nos esta lição/ do olhar mesmo se a noite resiste// Arde o coração quando se escreve/ sobre os dias cansados ou as pessoas/ que foram partilhando connosco a vida// Abrir o olhar ao que nos deve/ conduzir nesta floresta de símbolos/ vendo de novo a eterna criança.”»
Fernando Guimarães, JL

"Não foi há muito tempo
e todavia tens a impressão
de ter sido longínquo
o teu passado intenso

nas fotografias
um outro rosto ileso
era o teu e vias
- não estava preso

contraído ou gasto
de tudo esse mar de lava
do mundo vasto
dia noite e nova madrugada"

Depois de Dezembro

de António Carlos Cortez

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728661557
Editor: Licorne
Data de Lançamento: março de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 205 mm
Páginas: 77
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789728661557
António Carlos Cortez

António Carlos Cortez nasceu em Lisboa, em 1976. Poeta, ensaísta e crítico literário, é professor de Português e de Literatura Portuguesa, investigador do CEHUM (Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho) e colaborador do Diário de Notícias, onde assina a coluna «Directo à Leitura».
Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1999 e, em 2011, recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para melhor livro de poesia publicado em Portugal em 2010. Na sua obra destacam-se os seguintes livros: O Nome Negro (2013), Animais Feridos (2016), a antologia A Dor Concreta (2016) – Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da Associação Portuguesa de Escritores 2018 –, Jaguar (2019) – galardoado em 2020 com o Prémio Literário Ruy Belo e o Prémio de Poesia António Gedeão/FENPROF – e Diamante (2021) – vencedor do Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho da Associação Portuguesa de Escritores em 2022.
É ainda autor dos livros de ensaio Nos Passos da Poesia – A Pedagogia do Texto Lírico (2005), Voltar a Ler (2019), Poética com Dicção – 16 Poetas Brasileiros para Ler Hoje (2020) e de Crítica Crónica (2021).
Tem obras publicadas no México e no Brasil e está incluído em várias antologias de poesia em Portugal e no estrangeiro.

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