Crónicas do Mal de Amor
de Elena Ferrante
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Sobre o livro
Sobre o Livro
Sinopse
«Ferrante disse que gosta de escrever histórias "em que a escrita é clara, honesta, e em que os factos — os factos da vida normal — prendem extraordinariamente o leitor". Com efeito, a sua prosa possui uma clareza despojada, e é muitas vezes aforística e contida (…). Mas o que os seus primeiros romances têm de electrizante é que, ao acompanhar complacentemente as situações desesperadas das suas personagens, a própria escrita de Ferrante não conhece limites, está ansiosa por levar cada pensamento para diante, até à sua mais radical conclusão, e para trás, até à sua mais radical origem. Isto é sobretudo óbvio na forma destemida como os seus narradores femininos pensam sobre filhos e sobre maternidade.»
Do Prefácio de James Wood
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Detalhes do produto
Detalhes do Produto
Crónicas do Mal de Amor
ISBN: 9789896414382Edição ou reimpressão: 06-2014Editor: Relógio D'ÁguaIdioma: PortuguêsDimensões: 151 x 230 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 392Tipo de Produto: Livro
Coleção:
Ficções
Classificação Temática:
Livros em Português > Literatura > Romance
Como se fosse uma bebida que se bebe de um trago. São três histórias sobre o amor e seus males, ao longo das quais o leitor se deixa envolver por inúmeras circunstâncias daí derivadas. Entre elas destaco episódios relacionados com a infância e a parentalidade. No final de cada uma das histórias, em suspenso, o leitor precisa de uma pausa para reflexão. E no final de todas elas, eu, leitora, senti que a nota predominante é a temática relacionada com a perda da inocência. No corpo e no olhar de uma criança.
Estava reticente em ler este livro, pois pensei que seriam histórias inferiores ao poderoso sucesso que foi "A Amiga Genial". Mas queria descobrir uma outra Ferramenta, mais pura na sua escrita, descobrir as suas origens. Os três livros que são incluídos nestas crônicas, falam todos de amores sofridos, personagens femininas que são infelizes. Começa com um romance fraquinho "Um estranho amor", atinge o auge no fenomenal "Os dias do abandono" e termina com um romance que não nos prende de imediato "A filha obscura", mas que no final, revela a singular mestria e profundidade da escrita de Ferrante, que será desenvolvida em pleno na série "A Amiga Genial". Pura literatura, do melhor que já li.
"Crónicas do Mal de Amor" revela-se a antítese do romantismo idealista com que todos sonham, a desconstrução da ligação amorosa "eterna" que muitos prometem, a desilusão em que se pode transformar a rotina de uma relação. No entanto, a autora reserva uma possibilidade de esperança para os males de amor. Esta escrita, porque permite a quem a lê reflectir criticamente sobre as suas experiências amorosas, envolve e surpreende o leitor até ao fim.
Ferrante escreve vários contos agrestes sobre o desencontro amoroso em carne viva. O tom é bem diferente do da escrita da história das duas amigas que crescem em Nápoles e que forma o núcleo mais lido da ficção da autora. A crueza destes contos mostra que há outra Ferrante, talvez até mais interessante do que a Ferrante mais lida.
Li este livro depois da série Amiga Genial, para preencher o vazio que Elena Ferrante me deixou. Adoro a escrita "nua e crua", a formal real de escrever que nos faz identificar e sofrer com as personagens. Recomendo!
Mais uma vez Elena Ferrante cativá-nos com a sua escrita simples mais arrebatadora. Impossível parar a leitura destas crónicas sem chegar ao fim.
Destaco "Os Dias de Abandono", segunda e indiscutivelmente a melhor crónica do livro. Um pungente murro no estômago para o leitor que irá acompanhar o desespero de uma mulher que, inesperadamente aos 38 anos, se vê traída e abandonada pelo marido após um casamento de 15. A partir deste ponto e após sucessivos acontecimentos que roçam o sórdido e a loucura, assistimos à desesperança e luta de desta mulher para encontrar o equilíbrio perdido. Os Dias de Abandono é um conto tão devastadoramente real que pode bem ser uma autobiografia desta autora cuja verdadeira identidade é desconhecida.
Do Amor e dos seus males. Contos que são relatos de vida, numa escrita despojada, característica de Elena Ferrante. Reconhecemo-nos facilmente em alguns destes contos-crónicas.