Cristo Parou em Eboli
SINOPSE
— Jean-Paul Sartre
Pequeno conjunto de casinhas empilhadas sobre um precipício de argila branca, Gagliano surge aos olhos de Carlo Levi, naquela tarde de agosto de 1935, como uma terra às portas da civilização, da História, da humanidade. «Nós não somos cristãos», dizem os seus habitantes. «Cristo parou em Eboli.» Foi para esta localidade, na região empobrecida e isolada da Lucânia, no sul de Itália, que o médico, pintor e escritor se viu enviado para confinamento por oposição ao regime fascista de Benito Mussolini. Durante os cerca de dez meses que ali viveu, Levi refletiu sobre aquela paisagem, as suas gentes e a sua resignação à pobreza, à ruralidade, à perpetuação das crenças dos antepassados. Em 1945, publicou o testemunho desta experiência, uma narrativa envolvente na qual se mistura ficção, memória, registo sociológico, ensaio e literatura de viagem. Considerada a obra-prima de Carlo Levi, Cristo Parou em Eboli foi adaptada ao cinema e estudada nas escolas italianas, permanecendo hoje como um importante retrato daquele período histórico e da divisão de um país.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
Cristo Parou em Eboli é um dos meus favoritos livros. É uma narrativa extremamente comovente, inteligente e cativante. Revela Carlo Levi como um homem de uma sensibilidade – e coragem – extraordinária.
Richard Zimler
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-711-190-7 |
| Editor: | Livros do Brasil |
| Data de Lançamento: | setembro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 235 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 240 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Dois Mundos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978989711190710 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Desesperança
AllbyMyShelvee
Levi convida-nos a acompanhá-lo na recordação do seu exílio em Gagliano, em pleno domínio fascista de Mussolini.Seguramente um exílio nunca será de feliz memória,mas o que mais espanta neste relato é a forma crua como nos é apresentada a vida num local isolado, claramente condenados ao esquecimento e à negligência queles que governam o destino do país. A indiferença a absoluta resignação dos cidadãos a este "Nada",porque "Nada"que façam lhes trará outro amanhã(correndo até o risco de assim até serem lembrados como conspiradores/inimigos do regime,esperando-lhes uma exemplar punição)são absolutamente perturbadoras. Uma leitura que,não sendo necessariamente fluída,não deixa de prender pela relevância do que nos é apresentado.Enquanto leitora colocou-me numa posição bastante desconfortável pelo tanto que me é acessível por contraste com este "Nada"destinado às gentes de Gagliano (E quantas Gaglianos existem ainda,talvez mais perto do que possamos pensar?) Romance,Não Ficção ou Estudo Sociológico?Diria que se trata de uma irrepreensível mistura de todos estes estilos. Só posso recomendar
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