Corações Sagrados

de Sarah Dunant
Editor: Edições Asa, abril de 2011 ‧
Em plena Renascença, o convento de Santa Caterina está repleto de mulheres da nobreza cujos comportamentos foram reprovados pelas suas famílias. Muitas estão já resignadas com esse destino. Mas a recém-chegada Serafina não se conforma. Vive obcecada coma fuga e o homem que ama. A sua revolta quebra a harmonia do convento dirigido por Madonna Chiara, uma abadessa tão à vontade na política como na oração. Ela entrega Serafina aos cuidados da Suora Zuana, a jovem freira que dirige o dispensário e trata todas as maleitas, da pestilência à melancolia e à automutilação. Perante a improvável amizade que vai unir estas duas mulheres, há quem se mantenha vigilante, como é o caso da severa Suora Umiliana e da misteriosa Magdalena, com um passado de êxtases e visões... Mas o espírito rebelde de Serafina vai abalar irreversivelmente a vida do convento e as mais profundas convicções das suas ocupantes.
Com um fascinante elenco de personagens femininas, Corações Sagrados é um romance sobre poder, criatividade, paixão - secular e espiritual - e o indomável espírito das mulheres numa época em que as forças religiosas, políticas e sociais se uniam contra elas.

Corações Sagrados

de Sarah Dunant

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892313160
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: abril de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 234 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 448
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789892313160

Romance poderoso e notavelmente escrito

Manuela

Este foi o meu primeiro contato com esta autora e honestamente cheguei a pensar que um livro sobre a vida num Convento do século XVI e suas freiras, tinha potencial para ser extremamente enfadonho e foi com este pensamento que iniciei esta leitura. A determinado momento senti-me um pouco claustrofóbica, afinal tudo acontece atrás das paredes do Convento, mas a autora rapidamente deu a volta abrindo caminho á nossa própria consciência, e em como a situação das mulheres se alterou, hoje podemos ser solteiras e ter uma carreira e consequentemente uma vida satisfatória. Durante a era Vitoriana, muitas tias solteiras eram acolhidas em casa de familiares mais abastados como ajudantes, mas já no século 16 muitas famílias da aristocracia Italiana apenas tinham capacidade para pagar um dote, forçando a filha a casar por conveniência, enviando as restantes irmãs para Conventos. Uma prática comum apesar de cruel. A nossa personagem central Serafina é bastante valorizada tanto pela sua bela voz, como também pelo dote prometido por sua família, mas a única promessa que esta jovem faz é a si própria – Escapar na primeira oportunidade. Esta é uma jovem bastante interessante, diria que mais adolescente rebelde do que filha obediente, onde constantemente aquela nossa voz interna questiona se ela irá conseguir escapar daquela vida ou tornar-se uma fanática religiosa. A personalidade forte, complexa e fascinante da Abadessa transforma-se num ponto alto desta narrativa. Tenho de igualmente salientar toda uma descrição da vida psicológica e material deste espaço onde estão confinadas estas mulheres é extremamente bem retratada, ilustrando a relação complexa entre a vida religiosa e a política do poder no mundo exterior àqueles muros. Conseguimos ter a perfeita perceção que o enredo é secundário ao contexto histórico do livro, denotando-se um esforço real na investigação tanto do contexto histórico, como geográfico, mas mantendo-se envolvente. Este livro foi uma surpresa bastante agradável que decorreu durante o fascinante período histórico do renascimento italiano, na charmosa cidade de Ferrara. E recomendo vivamente a sua leitura.

Compulsiva

Marta Alfredo

Necessitei de algumas páginas para me adaptar ao tipo de escrita da autora, mas assim que aconteceu, é maravilhosa. Bem escrito, bem construído. Os interesses políticos e agenda privada de cada uma das personagens bem evidente, num tempo em que, como hoje, o que prevalece é o poder dos mais poderosos. A obsessão religiosa muito vincada, cada palavra a ter que ser bem pesada para não se ser sujeito a penitência... Cada doença que surge a ser vista como uma mensagem de Deus... enfim, real no tempo em que a história se passa, descabida nos tempos que corre. Adoro a subtileza de Serafina e a objectividade de Zuana. Leitura aconselhada.

Aplausos para Sarah Dunant

Daniela

Através de vários conhecimentos históricos a escritora conseguiu descrever com uma grande precisão a vida das freiras do convento de Santa Caterina no tempo da Renascença. As personagens são encantadoras, com os seus próprios objectivos e pontos de vista. Acabamos o livro com vontade de saber mais acerca do futuro de Serafina. Ideal para quem aprecia um bom romance histórico.

SOBRE O AUTOR

Sarah Dunant

Sarah Dunant é autora de vários best-sellers internacionais, sendo o mais recente O Nascimento de Vénus. Os trabalhos de Sarah abrangem inúmeros géneros e eras, variando entre ficção detectivesca pura e thrillers históricos. Será difícil categorizar as suas narrativas devido ao tratamento de espaço e tempo inventivo presente nas mesmas, e uma das suas estratégias preferidas é apresentar vários enredos simultaneamente, tal como fez brilhantemente em Mapping the Edge. Uma preocupação constante em todas as suas obras é a presença das percepções e pontos de vista das mulheres, mas a verdadeira profundidade das mensagens encontra-se sempre mais oculta. Os seus trabalhos são requintados e ordenados, e a forma como a narrativa se desenvolve é quase sempre impecável. As personagens são frequentemente mulheres mundanas, capazes de manter a sua posição perante os homens, e abertas a novas experiências sexuais, característica que oferece uma dinâmica própria aos seus enredos.

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