Conflito e Unidade no Neo-Realismo Português

Arqueologia de uma problemática

de António Pedro Pita
Editor: Campo das Letras, abril de 2002 ‧
Os textos que constituem o presente volume foram publicados dispersamente desde 1979, mas propõem uma hipótese interpretativa global para o que se chamou neo-realismo. Essa hipótese assenta, por um lado, nos modos de recepção do marxismo e, por outro, no trabalho da compatibilização desse(s) marxismo(s) com uma prática artistica que se pretendia revolucionária.
A investigação desenvolvida a partir de uma tal hipótese conduziu a algumas conclusões, certamente provosórias mas conformadoras de novas análises de aspectos parcelares no interior do(s) neo-realismo(s) e, sobretudo, de uma concepção global porventura mais ampla e mais precisa da própria noção de neo-realismo: o espaço estético, político e filosófico neo-realista nasceu e permaneceu aberto pela tensão entre duas concepções extremas dos elementos constituintes daquele duplo processo.
Estamos, de facto, em presença de tomadas de posição divergentes na arte, na cultura e no marxismo - mas (dificilmente) unificadas pelos efeitos de uma sobredeterminação política.

Conflito e Unidade no Neo-Realismo Português

Arqueologia de uma problemática

de António Pedro Pita

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726105992
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 240 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Coleção: Campo da Literatura/Ensaio
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726105992
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Pedro Pita

Professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, agora na situação de aposentado. Investigador colaborador do Centro de Estudos Interdisciplinares – CEIS20 da Universidade de Coimbra.
Professor visitante na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na Universidade de Santiago de Compostela e na Universidade de Cadiz.
O seu trabalho desenvolve-se nas áreas da filosofia contemporânea, estética e cultura portuguesa, domínios em que tem publicado livros e artigos, proferido conferências e lecionado cursos em instituições portuguesas e estrangeiras, sem esquecer a reflexão ensaística e o trabalho poético.
Na área da reflexão ensaística e do trabalho poético, refiram-se:
«O aprendiz do mundo e outros fantasmas», Pé de Páginas Editores, Coimbra, 2007.
«Melancolia dupla». Coimbra: Pé de Página Editores, 2007.
«Quem da sombra nada sabe». Coimbra: Pé de Página Editores, Coimbra, 2007

Entre os trabalhos académicos, refiram-se:
«Moralidades e Invenções seguido de Velhas Histórias Chinesas (transcriações) e de Grandezas e paixão dos caminhos de ferro» de Joaquim Namorado. Organização, apresentação e notas. Coimbra: Lápis de Memórias, 2025.
"Revolução e Discronia" in «Estudos do Século XX», número 24, 2024, p. 119-124.
"Louis Althusser: a transformação da filosofia" in «Concordância e Diferença - 'Liber Amicorum' para João Maria André». Coimbra, 2024, p. 187-199.
"A cidade e os poetas ou como os poetas inventaram Coimbra-como-mito" in Carina Infante do Carmo, Joana Matos Frias, Maria Cristina Pimentel, Ricardo Nobre, Rita Patrício (org.), «Presença e Memória. Homenagem a Paula Morão». Lisboa: Edições Colibri, 2022, p. 47-61.
"O dia inicial: 25 de Abril ou o «imaginário de revolução» in Maria Bernardete Ramos Flores e Maria de Fátima Fontes Piazza (org.), História e Arte – movimentos artísticos e correntes intelectuais, Campinas – SP, Mercado da Letras, 2011, p. 15-25.
«Conflito e unidade no neo-realismo português — Arqueologia de uma problemática», Campo das Letras, Porto, 2002.
«A experiência estética como experiência do mundo — A estética segundo Mikel Dufrenne», Campo das Letras, Porto, 1999.

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