Cartas sem Moral Nenhuma - Agosto Azul

Obras Completas I - Inventário de Junho

de M. Teixeira-Gomes
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, outubro de 2007 ‧
Inventário de Junho e Agosto Azul são os dois livros, heterogéneos e belíssimos, que melhor definem talvez o Teixeira-Gomes dessa época, memorialista, trotamundos ancorado temporariamente nesse ensolarado litoral algarvio onde vê a projecção da antiga Hélada (a do prazer inocente e dos eurítmicos quadros naturais), paraíso de tritões e sereias, de faunos que espreitam as ninfas e de fabulosas rochas doiradas, de águas tão cerúleas como aquele céu de eterno Verão.
Obras de conjuntos de crónicas e cartas, de apontamentos paisagísticos perfeitos, de contarelos onde o desejo estua, esbocetos tão harmoniosos e irónicos que só poderia colori-los uma arte tão visual e experiente como a sua, que, mergulhando no naturalismo e no decadentismo, recupera, ao mesmo tempo, as graças verbais de um Frei Manuel Bernardes, de um D. Francisco Manuel de Melo, e a elegância de Garret, o domínio da língua de um Camilo Castelo Branco.

Cartas sem Moral Nenhuma - Agosto Azul

Obras Completas I - Inventário de Junho

de M. Teixeira-Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722714778
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: outubro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 239 x 32 mm
Páginas: 498
Tipo de produto: Livro
Coleção: Estudos e Temas Portugueses
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789722714778

SOBRE O AUTOR

M. Teixeira-Gomes

Manuel Teixeira Gomes nasceu em 1860 em Vila Nova de Portimão e faleceu em 1941, em Bougie, na Argélia. Estadista e escritor, começou a sua carreira política como diplomata, vindo a ser Presidente da República em 1923-1925, quando o regime parlamentar atravessava alguns dos seus mais críticos momentos. Como diplomata (antes e depois do consulado sidonista, que o expulsou do corpo diplomático), coube-lhe enfrentar, o que fez com êxito, situações de grande melindre e complexidade, designadamente combater a hostilidade ou pelo menos a desconfiança das monarquias europeias (Inglaterra, Espanha) perante o regime republicano instaurado em Portugal e evitar o desmembramento, na Conferência de Paz, do império português após a Primeira Guerra Mundial. A sua acção como presidente da República não teve, porém, o mesmo sucesso, pois teve de enfrentar crises políticas (entre elas a de 18 de abril de 1925) e animosidades pessoais que impossibilitaram a concretização dos consensos que sempre procurou, para além das forças que, através da ação política legal e da conspiração, procuravam derrubar o regime republicano parlamentar.
Na sua atividade literária - da qual se destacam obras como "Gente Singular" (1909), "Novelas Eróticas" (1935) e "Maria Adelaide" (1938) - encontram-se simultaneamente traços esteticistas e naturalistas, bem como uma particular influência da tradição helenística. Todavia, a mais notável constante da sua escrita residirá provavelmente no impulso de transfiguração da experiência pessoal em produtos esteticamente acabados.

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