Canções e Rondas Infantis

de Fernando Lopes Graça
Editor: Althum.com, abril de 2018 ‧
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro
Imagino que seja por me identificar, num recôndito espaço do meu ser, com as vozes que vos legamos neste registo discográfico; com o mundo que elas corporizam; com a música a que dão vida; com a singular coerência, sinceridade e plenitude artística do compositor das Canções e Rondas Infantis. Espero que a escuta destas miniaturas musicais possa transportar o leitor-ouvinte ao extraordinário mundo de Fernando Lopes-Graça, e exerça sobre ele o seu poder regenerador...
Desde então, várias foram as ocasiões em que tive a oportunidade de interpretar obras suas ao piano, realizar trabalhos musicológicos recorrendo ao seu espólio, orientar dissertações relacionadas com a sua figura e obra, apoiar o trabalho de estudantes na descoberta da sua vasta e riquíssima produção musical... em todos esses momentos me senti privilegiada por ter tido um conhecimento pessoal, embora superficial e parco, do autor, e rememorei muitas outras imagens da sua presença na AAM ao tempo em que eu a frequentava.
Mas em nenhum deles tive uma impressão tão vívida de regresso ao passado como no dia do ensaio que comecei por evocar nestas linhas; nunca como então me senti tão próxima da menina que era quando ele por lá passava os seus dias e horas, tão consciente do seu legado sobre mim e tantos colegas de então, tão grata pela proximidade relativa que me foi dado ter com Lopes-Graça e pelo alcance da influência que, apesar de tudo, sei que exerceu sobre mim.

Ana Telles, Évora, 2017

Canções e Rondas Infantis

de Fernando Lopes Graça

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896831127
Editor: Althum.com
Data de Lançamento: abril de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 126 x 9 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 54
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Contos Fábulas e Narrativas > Infantil (6 a 10 anos)
EAN: 9789896831127

SOBRE O AUTOR

Fernando Lopes Graça

Nasceu em Tomar a 17 de Dezembro de 1906, cidade sobre a qual escreveria que é onde «o monumento completa a paisagem; a paisagem é o quadro digno do monumento; e a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte.»

Apenas com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar, procedendo ele próprio aos arranjos dos trechos que interpretava, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos.
Na época, competiam em Tomar as duas bandas rivais: Gualdim Pais e a Nabantina.

Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais); em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor : Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt), considerado o maior pianista português de todos os tempos.

Em 1928, frequentaria também o curso de Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa, que viria a abandonar em 1931, em protesto contra a repressão a uma greve académica.

Entretanto, funda em Tomar o semanário republicano A Acção.

Em 1931, no dia em que conclui, com a mais alta classificação, as provas de concurso para Professor de Solfejo e Piano do Conservatório Nacional, é preso pela polícia política, encerrado no Aljube e, a seguir, desterrado para Alpiarça.

Em 1934 concorre a uma bolsa de estudo, na área da música, para Paris. Ganha o concurso mas a decisão do Júri é anulada por ordem da polícia política.

Em Setembro de 1935 é de novo preso e enviado para o Forte de Caxias.

Em 1937 é libertado e parte para França por conta própria, aproveitando para ampliar os seus conhecimentos musicais, estudando Composição e Orquestração com Koechlin.

Em 1939 recusa a nacionalidade francesa, sendo forçado a regressar a Portugal.

Em 1940 é-lhe proposto dirigir os Serviços de Música da Emissora Nacional. Não chega a tomar posse do cargo porque recusa assinar a declaração de "repúdio ativo do comunismo e de todas as ideias subversivas" que, então, era exigida a todos os funcionários públicos.

Em 1945 integra o Movimento de Unidade Democrática (MUD], do qual virá a ser dirigente. No âmbito das atividades do MUD, Fernando Lopes-Graça cria o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, mais tarde Coro da Academia dos Amadores de Música, após a sua morte o coro foi renomeado Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música como forma de homenagem. As Canções Regionais Portuguesas e as Canções Heróicas são cantadas pelo Coro por todo o país. Por essa altura adere ao Partido Comunista Português.

A repressão por parte do regime fascista cresce e acentua-se: na década de cinquenta as orquestras nacionais são proibidas de interpretar obras de Fernando Lopes-Graça; os direitos de autor são-lhe roubados; é-lhe anulado o diploma de professor do ensino particular; é obrigado a abandonar a Academia dos Amadores de Música, à qual só regressa em 1972.

É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional, o Requiem pelas Vítimas do Fascismo (1979), o concerto para violoncelo encomendado e estreado por Rostropovich, e a vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX, etcaetera.

A 9 de Abril de 1981 é feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 2 de Fevereiro de 1987 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Em 1988 recebeu um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.

(ver mais)

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU