Canção da Estrada Larga

de Walt Whitman
Editor: Padrões Culturais, junho de 2014 ‧
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O poema de Walt Whitman aqui apresentado em tradução portuguesa carece de duas singelas palavras iniciais, para não correr o risco de ser mal interpretado e compreendido. O aspecto primacial desta célebre composição, que se julga inspirada numa passagem do romance Consuelo, de George Sand, de quem Whitman era um admirador entusiasta — é o aspecto puramente literário: o apelo imperioso da estrada para certas almas e a estranha embriaguez da vagabundagem.
Walt Whitman protesta contra toda a secura das fórmulas, contra toda a hipocrisia da vida, e contrapõem-lhes; o seu veemente pleito pela sinceridade e pela fraternidade, símbolos e penhores sobre a terra de qualquer coisa de superior e de eterno.
E ninguém poderá negar, sob este aspecto, o êxito perfeito do artista, na sua esfusiante exuberância verbal, musical e pitoresca. Entre os escritores de tipo musical, quase diríamos sinfónico, Walt Whitman figura na primeira linha.

Canção da Estrada Larga

de Walt Whitman

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897090486
Editor: Padrões Culturais
Data de Lançamento: junho de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 132 x 193 x 3 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 48
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789897090486

SOBRE O AUTOR

Walt Whitman

Considerado o grande poeta da Revolução Americana – ou até mesmo o maior poeta de toda a literatura americana – o nova-iorquino Walt Whitman (1819-1892) destacou-se no estilo do verso livre, sem restrições métricas, mas também com um pensamento que dessa forma funcionava: sem limites e regras.
Dele escreveu Fernando Pessoa: «Introduziu uma nova subjetividade na conceção poética e fez da sua poesia um hino à vida.»
Whitman foi, no verdadeiro e justo entendimento do termo, um visionário. Celebrou o homem e a natureza, incentivando pelas suas palavras os mais nobres ideais de comunhão, de partilha e de participação democrática nos Estados Unidos da América.
Se fosse vivo, talvez Walt Whitman hoje escrevesse coisas parecidas às de outrora, de tão imutáveis que parecem ser os sentimentos que descreveu, de tão evidente que era, para o autor, a delicadeza da condição humana, do amor, do sexo, da vida em comunhão nas cidades e dos caminhos difíceis que juntos continuamos a percorrer.

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