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Babel

Uma história arcana

de R. F. Kuang
Livro eBook
Editor: Desrotina, junho de 2023 ‧
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Oxford, 1836. A cidade dos pináculos dos sonhos. O centro de todo o conhecimento e progresso no mundo. E no seu coração está Babel, o prestigiado Real Instituto de Tradução da Universidade de Oxford. A torre de onde todo o poder do Império flui.

Órfão em Cantão e levado para Londres por um misterioso professor, Robin Swift achava que Babel era um paraíso. Até se tornar uma prisão. Poderá um estudante impor-se contra um Império?
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E se...?

Há livros que são escritos com o intuito de responder a uma pergunta simples mas perigosa: e se a História tivesse seguido outro caminho? A literatura tem uma longa tradição de desafiar o que tomamos por garantido e, nesses desvios, revela ângulos do mundo que antes nos escapavam. Ao reinventar o passado, os escritores destes livros não têm o objetivo de apagá-lo, mas sim de expor as suas maiores falhas, questionar quem narra e quem manda e lembrar-nos de que toda a História é também uma forma de ficção. Os romances que se seguem partem desse impulso de reimaginar o passado e de dar forma ao que ficou por acontecer. 22/11/63, de Stephen King Existem muitas teorias da conspiração em torno do assassinato de John F. Kennedy e do que teria acontecido se o presidente dos Estados Unidos da América não tivesse morrido. Stephen King parte desse imaginário e recorre a elementos da ficção científica para escrever 22/11/63, um dos seus romances mais melancólicos e engenhosos. Acompanhamos a aventura de Jake Epping, um professor que descobre um portal que lhe permite viajar no tempo até 1958, alguns anos antes da tragédia. Convencido de que pode alterar o curso da História, ele decide tentar impedir o crime, e tudo parece correr a seu favor. Jake tem tempo suficiente para concretizar o seu plano e trazer informações privilegiadas do futuro, mas começa a encontrar obstáculos em cada esquina. O passado ganha vontade própria e defende-se de quem o tenta mudar, e o que começa como uma missão heroica transforma-se rapidamente num dilema difícil de suportar. Até que ponto alguém tem o direito de corrigir algo que já aconteceu? Mais do que uma história sobre viagens no tempo e mundos paralelos, este é um livro sobre arrependimento, perda e a tentação de recuperar o que ficou irremediavelmente para trás. COMPRO NA WOOK! » O homem do Castelo Alto, Philip K. Dick Em O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick imagina o que teria acontecido se os países do Eixo tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos da América estão divididos em dois, um lado sob domínio japonês e o outro controlado pela Alemanha nazi. No centro da narrativa está um livro proibido que descreve um mundo diferente, o nosso, onde os Aliados venceram. Essa ficção dentro da ficção abre uma brecha no mundo como o conhecemos, e Dick usa-a para pôr em causa a própria noção de verdade. A sua prosa paranoica faz com que tudo pareça estar prestes a desmoronar, e as personagens vivem em permanente desconfiança, sem saber se são livres ou apenas peças num jogo já decidido. Acreditar na possibilidade de outra realidade torna-se o último ato de resistência num mundo que naturalizou a barbárie.
Várias obras do escritor mereceram adaptações icónicas ao cinema, como Blade Runner, Total Recall e Minority Report. O Homem do Castelo Alto deu origem a uma série televisiva, em 2015, que vale muito a pena ver – depois de ler o livro, claro! COMPRO NA WOOK! » A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead No romance A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead, a lendária underground railroad, uma rede secreta do século XIX que ajudava pessoas escravizadas a fugir do sul dos Estados Unidos para o norte livre, deixa de ser um conjunto de rotas e abrigos clandestinos e transforma-se numa ferrovia que corre debaixo da terra, transportando escravos em fuga. A partir desta reinvenção narrativa, a realidade transforma-se em fábula, e é justamente essa dimensão imaginária que nos ajuda a ver com mais clareza a brutalidade deste episódio histórico. Whitehead escreve com precisão e evita qualquer traço de sentimentalismo, e essa contenção acaba por intensificar o realismo mágico da narrativa, ao mesmo tempo que dá força e clareza à mensagem principal, a de que o racismo nunca deixa realmente de existir, apenas muda de forma. COMPRO NA WOOK! » Babel, de R. F. Kuang R. F. Kuang oferece-nos uma forma diferente de pensar sobre a colonização. Enquanto Laurent Binet imagina um mundo em que o poder muda de mãos, Kuang mostra em Babel que a colonização não precisa necessariamente de exércitos nem de fronteiras, pode sobreviver dentro da própria linguagem. Grande parte da ação do livro decorre na Universidade de Oxford, o centro do saber e símbolo do prestígio académico britânico. É lá que se encontra o Real Instituto de Tradução, uma organização através da qual o Império Britânico exerce o seu poder sobre as colónias. Neste mundo imaginado, cada tradução liberta uma energia mágica que o Império aproveita para enriquecer e consolidar o seu poder. O trabalho dos tradutores, que deveria aproximar línguas, converte-se num mecanismo de exploração e, na universidade, os estudantes da disciplina enfrentam uma luta constante entre a admiração pelo conhecimento e a consciência de que esse saber servirá, acima de tudo, para oprimir outros povos. É uma metáfora feroz sobre o domínio cultural e linguístico e sobre a forma como o poder se infiltra até nas palavras que usamos. Kuang transforma o ato de traduzir num gesto político, capaz de libertar ou aprisionar. COMPRO NA WOOK! » Civilizações, de Laurent Binet Imaginem um cenário em que o Império Inca, liderado pelo imperador Atahualpa, consegue sobreviver às doenças e às armas europeias, atravessa o Atlântico e conquista o Velho Mundo. Sob o domínio de um novo senhor, a Europa é saqueada e vê-se subjugada a uma nova fé e a uma cultura que até então desconhecia e com as quais não se identifica. Esta é a premissa de Civilizações, de Laurent Binet, um livro que questiona a herança colonial. Num equilíbrio entre erudição e ironia, e através do uso de documentos, diários e cartas inventadas, o escritor francês cria a ilusão de uma História possível, invertendo os papéis entre colonizador e colonizado. Ao assistir a esta troca de lugares, somos forçados a encarar o absurdo do domínio colonial. O poder de converter e subjugar, que antes parecia natural, revela-se agora intolerável e grotesco. Esta subversão do passado é, ao mesmo tempo, um exercício de empatia, um ajuste de contas e um lembrete de que toda a civilização nasce da ilusão de estar no centro do mundo. COMPRO NA WOOK! »

Babel

Uma história arcana

de R. F. Kuang

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899150331
Editor: Desrotina
Data de Lançamento: junho de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 233 x 41 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 624
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura Fantástica
EAN: 9789899150331

Um dos livros mais bem escritos do século XXI

Lurdes

Uma crítica ao imperialismo e ao colonialismo brutal. Extremamente bem escrito, com personagens bem construídas, com várias histórias, personalidades e origens.

Fascinante

BN

Achei fascinante como Babel mistura história, fantasia e crítica social de uma maneira tão envolvente.

Recomendo vivamente!

Silva

Um livro que provoca, de forma bem conseguida, a reflexão por parte do leitor. Como aluna de tradução, adorei!

O poder da linguagem

Nádia Gomes

Babel retrata o poder do colonialismo, das grandes potências, da política e do capitalismo, mas também retrata o poder da linguagem, da tradução, do abolicionismo, das minorias, da tolerância, da amizade e da lealdade. "É isso que a tradução é, acho eu. É isso que falar é. Ouvirmos o outro e tentarmos ver além dos nossos próprios preconceitos para vislumbrarmos o que eles estão a tentar dizer. Mostrarmo-nos ao mundo e esperarmos que alguém entenda."

Brilhante

S.C.

A autora já nos tinha habituado a uma escrita incrível na trilogia da Guerra das Papoilas, sem superficialidades, e com muita emoção, guerra e o pior que o ser humano consegue fazer. Neste livro decidiu seguir pelo tema do colonialismo, e eu sei que esse tema pode parecer chato, eu própria demorei a ler por receio de me aborrecer. Mas as personagens são tão cativantes, tão bem construídas, a história tão genial, com plot twists quando menos esperávamos, e simplesmente, uma história brilhantemente escrita, sem dúvida o melhor livro que já li e que irei recomendar a toda as pessoas que me ouçam. kuang podia escrever uma lista de compras que eu iria comprar e ler todas as noites.

Uma obra prima

Bárbara

Babel mostra-nos, de forma crua e dura, as consequências do colonialismo (britânico e não só), através do poder das palavras, em particular do ato de traduzir. Ilustra, com alguma "fantasia" à mistura, até onde muitos países, e respetivos governos e instituições, estão dispostos a ir para acumularem riqueza e ganharem poder, à custa dos povos de países ditos menos civilizados. É um livro que nos deixa desconfortáveis e revoltados... uma montanha russa de emoções. Sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano.

SOBRE O AUTOR

R. F. Kuang

Rebecca F. Kuang é a autora bestseller n.º 1 do New York Times e do Sunday Times da trilogia A Guerra das Papoilas, Babel: Uma História Arcana e Impostora.
O seu trabalho foi galardoado com os prémios Nebula, Locus, Crawford e British Book Awards. Bolseira Marshall, tem um mestrado em Estudos Chineses em Cambridge e outro em Estudos Chineses Contemporâneos em Oxford.
Atualmente, está a tirar um doutoramento em Línguas e Literaturas da Ásia Oriental em Yale, onde estuda a diáspora, a literatura sinófona contemporânea e a literatura asiático-americana.

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