Auto da Barca do Inferno

de Gil Vicente
Editor: A Bela e o Monstro, março de 2011 ‧
O Auto da Barca do Inferno, dito na primeira edição impressa, em 1518, para «contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome» e qualificado nessa mesma edição como «Auto de moralidade», foi representado pela primeira vez em 1517. No início da peça, o autor «declara» (esclarece) o argumento, explicando que as almas, depois de se libertarem dos seus corpos terrestres, se dirigem a um braço de mar onde duas barcas as esperam: uma delas, conduzida por um Anjo, levará as almas ao Paraíso; a outra, tripulada pelo Diabo e pelo seu Companheiro, rumará ao Inferno

Auto da Barca do Inferno

de Gil Vicente

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898508324
Editor: A Bela e o Monstro
Data de Lançamento: março de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 179 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 60
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789898508324

500 anos passados e continua atual

Ricardo Manuel Alves de Sousa

Obra mais emblemática de Gil Vicente e que, após 500 anos da primeira edição, continua atual. Retrato fiel da nossa sociedade e uma excelente crítica à nossa moralidade e aos falsos-costumes. Obra divertidíssima!!

SOBRE O AUTOR

Gil Vicente

Gil Vicente é a figura maior do teatro português e ocupa um lugar fundacional na dramaturgia do sistema interliterário da Península Ibérica, onde ombreia com nomes tão importantes como Juan del Encina ou Lucas Fernández. São muitas as incógnitas referentes à sua biografia. Nasceu provavelmente por volta de 1465, tendo vindo a falecer em data próxima a 1536, ao que tudo indica na cidade de Évora. A atividade dramatúrgica de Gil Vicente foi desenvolvida no âmbito da corte portuguesa, abrangendo os reinados de D. Manuel I e D. João III. Deixou-nos, por conseguinte, uma produção teatral permeada por modelos mentais em trânsito para a modernidade, uma obra empenhada na renovação das formas dramáticas medievais de cunho popular, religioso e cortesão. A Copilaçam de 1562, organizada pelos filhos Luís e Paula Vicente, constitui a primeira edição da obra completa de Gil Vicente, reunindo nela os diferentes géneros que cultivou, tanto de carácter devoto (milagres, mistérios ou moralidades), como de índole profana (comédias, farsas ou tragicomédias). De 1502, data da representação do Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação, até 1536, ano da Floresta de Enganos, o dramaturgo português averbou 44 peças, das quais 15 são em língua portuguesa, 11 em castelhano e as restantes 18 em ambos os idiomas.

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