As casas também morrem

de Elsa Guilherme
Editor: Coolbooks, julho de 2018 ‧
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Luísa Menezes refugia-se no trabalho, para fugir ao doloroso internamento do seu filho. É uma das melhores avaliadoras de imóveis do país, e é nessa condição que é convidada a visitar uma casa «problemática», no Norte. Instala-se na terra mais próxima, Vilar de Fragas, perdida nos montes e escondida entre gigantescas pedras graníticas. Luísa descobre uma vila isolada do mundo, povoada de histórias, desejos e pecados.

Desde o primeiro momento, Luísa encantou-se com a Casa do Inglês. Tem então início uma história com muitas perguntas, que a impedem de partir: que livro é aquele que a «louca da terra» lhe deixou? O que existe na Casa, que faz as portas baterem e que afugenta possíveis interessados na sua compra? Será que a mártir da terra, Heloísa Monteiro, assombra aquele lugar desde as invasões francesas?

Luísa sente algo inexplicável na Casa, que a deixa alerta. Aquele lugar pode ser o seu fim. Ou um princípio.

As casas também morrem

de Elsa Guilherme

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-766-158-7
Editor: Coolbooks
Data de Lançamento: julho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 235 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 290
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 978989766158712
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Adorei!

Ana Paula Oliveira

Confesso que não conhecia esta autora e comprei o livro somente pelo título. Foi uma surpresa esta leitura tão ligeira mas intensa ao mesmo tempo. Senti-me presa ao livro desde as primeiras páginas e não descansei enquanto não o terminei.

Leitura Curiosa

Ana Vieira ("Lazer: leituras de A a Z")

Quando vi pela primeira vez este livro pelas mãos de algumas bloggers na internet, fiquei desde logo curiosa ao ler a sinopse e também, confesso, pela própria capa! Por ser de uma autora portuguesa, para mim, desconhecida, esse facto também me levou a querer lê-lo, ainda que um pouco renitente. É um livro que se lê bem, uma escrita simples, em pequenos capítulos, com muitos regionalismos transmontanos (sempre que necessário com a devida legenda para que nós leitores não nos sintamos à toa), com uma história interessante e original: uma mansão com sentimentos, com alma! Talvez não definisse este livro como um policial ou thriller, para mim é mais um romance com alguns apontamentos históricos, muito rural e algum mistério (embora no final possa entendê-lo como policial). A figura principal é Luísa, uma mulher casada, com problemas matrimoniais e com um filho menor “aspie” (Síndrome de Asperger), cuja profissão (imobiliária) a faz viajar rumo a Vilar de Fragas para conhecer a “Casa” e decidir se a empresa para a qual trabalha a coloca no seu catálogo. Essa viagem irá mudar a vida de Luísa, que de resto se mostra uma boa detective (para quê policias na narrativa?). Gostei desta leitura, satisfiz a minha curiosidade (embora lhe tenha detectado algumas falhas ou coisas menos bem explicadas), mas julgo que foi um bom começo para esta autora, cuja escrita me convenceu a entrar na vida das pessoas e sentir um pouco do mundo rural, com saudades pela minha infância na terrinha dos meus avós, onde passava parte das minhas férias e muitos fins-de-semana. De facto, com o avançar da acção, vamos entrando e conhecendo as vidas das gentes de Vilar de Fragas e quase nos sentimos vizinhos, por vezes interiorizando nesta ou naquela personagem alguém que conhecemos, ou pelo menos com algumas parecenças (os vilões e os bonzinhos) … Foi engraçado ler sobre algumas “mesinhas” (como a benzedura de água e azeite), que no Alentejo se chama “contra o mau-olhado” e no Norte, pelos vistos, se chama “quebranto”. A autora soube tornar as suas personagens verossímeis, gentes com qualidades e defeitos, segredos e mesquinhices. A ligação dos sete pecados capitais com a história e o mistério em redor da Casa é interessante, dá algum suspense e pertinência à narrativa. A explicação para os fenómenos sobrenaturais na Casa e a ligação do passado (a história de Heloísa Silveira, seu filho e marido com as tropas francesas) com o presente também é bem conseguida e tem sentido (contrariamente ao que pensei inicialmente). Alguns capítulos que apresentam um pouco de História resumidamente dão consistência a esta obra literária e poderiam até ter sido mais bem desenvolvidos, em minha opinião. Contudo, e embora compreendendo o final que a autora deu à Casa, lastimo-o... sem nada mais vos dizer para eventualmente não vos estragar esta suposta leitura! Não me arrependi da aposta nesta leitura, no entanto, não irá estar no "Top dos Melhores".

Misterioso, divertido e arrepiante!

Um Blog entre Bibliotecas.pt

(...)...Resumindo, foi um livro que li com bastante interesse, e cheguei mesmo a ficar um bocado arrepiada numa parte especialmente assustadora na Casa, passada na cozinha, o que não é comum, pois eu raramente tenho medo a ler filmes ou ver filmes de terror, mas de facto aquela cena perturbou-me, o que significa que a narrativa está bem conseguida e é intensa. Fiquei com curiosidade em ler mais livros da autora, e recomendo esta leitura aos fãs de histórias de assombrações, thrillers e mistério, recheado de conotações tradicionais portuguesas...(....)

SOBRE O AUTOR

Elsa Guilherme

Elsa Guilherme sempre gostou de livros e de palavras. Em criança, não havia um livro em casa que não tivesse lido. Mais tarde, quando não os comprava, ia à Biblioteca buscá-los.
Sempre ouviu histórias: de vida, de expectativas, de sonhos. Concluiu, nos seus 44 anos, que todos temos uma história, que explica tudo – o que dizemos e as escolhas que fazemos.
Estudou Ciências da Comunicação na Universidade Nova e dedicou-se à consultoria de formação. Queria que a formação alterasse a vida das pessoas de uma empresa, as mudasse um pouco, lhes causasse impacto para que, no dia seguinte, quisessem fazer algo diferente.
Tinha o sonho de escrever um livro. Escreveu-o em 2016, mas não foi suficiente e nunca mais parou.

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